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autor Luiz Carlos
03/09/2010 15:26:35 - Atualizado em 03/09/2010 15:26:35 cadastre sua notícia/anúncio grátis

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Greening atinge 38,8% dos talhões dos pomares paulistas

Levantamento amostral do Fundecitrus aponta a necessidade de intensificar o manejo adequado da doença.

 

O greening, pior doença de citros no mundo, atingiu 38,8% dos talhões dos pomares paulistas, segundo o levantamento amostral realizado pelo Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), entre os meses de maio e julho deste ano.

 

O estudo apontou que 36 mil talhões estão contaminados com a doença – em 2009, era 23 mil, o que representa um aumento de 56% em todo o Estado de São Paulo. A região mais afetada é a central, que apresentou 61,7% de talhões contaminados, seguido pela região sul, com 44%. As demais regiões possuem índices bem inferiores, onde o manejo deve ocorrer desde já e sem interrupção, dificultando o crescimento da doença.

 

Apesar desse crescimento em talhões, a incidência da doença nas árvores é baixa, o que recomenda a política do Fundecitrus de intensificar o manejo adequado, com a qualificação do pessoal, para o controle do greening. Em todo o parque citrícola o índice de plantas doentes atingiu 1,87%.

 

O levantamento amostral de greening foi realizado por uma equipe de 170 pessoas, que percorreu 7 mil talhões, inspecionando 10% das árvores.

 

Esses dados dão maior validade à política de educação fitossanitária. Segundo o gerente do Departamento Técnico do Fundecitrus, Cícero Augusto Massari, é fundamental que os citricultores adotem o manejo do greening, especialmente em conjunto com as propriedades vizinhas.

 

“O problema cresce porque alguns produtores ainda não fazem o manejo, outros começam tardiamente e alguns que adotam as medidas sofrem com vizinhos que não realizam o processo”, afirma Massari.

 

O manejo do greening envolve basicamente três ações: erradicação de plantas doentes, controle do inseto vetor, o psilídeo Diaphorina citri, e constantes inspeções no campo, além do uso de mudas sadias e certificadas.

 

Pesquisas apontam que o quanto mais cedo o citricultor iniciar o manejo, melhor será o controle da doença. Um estudo recente realizado pelo Fundecitrus provou que a adoção do manejo regional, feita em conjunto por propriedades vizinhas, tem mais eficácia.

 

Entre os principais pontos do estudo, divulgado em junho desse ano, estão a redução dos psilídeos infectivos, aqueles capazes de transmitir o greening, e a redução da incidência da doença, que chegou a ser 15 vezes menor em propriedades onde o manejo é feito em conjunto por todos os produtores.

 

“O manejo regional se torna cada vez mais essencial para uma política eficaz de combate a doença”, destaca Massari.


 
 Ações do Fundecitrus

 

 A decisão tomada pelo Conselho Deliberativo, após profunda reflexão sobre a eficácia do combate ao greening, demonstra que o avanço da doença dentro do parque citrícola paulista, poderá ser minimizado intensificando as ações de conscientização. Os engenheiros da entidade ficam à disposição dos produtores para realizar palestras, reuniões, treinamentos e dar todas as orientações necessárias para o combate de doenças e pragas dos citros.

 

Combate ao greening exige parceria. O Fundecitrus promove a organização dos citricultores em grupo para facilitar a adoção do manejo regional. Em todo o Estado, são 110 alianças, que recebem apoio da equipe da entidade. Os Dias de Campo, promovidos anualmente, também levam o conhecimento até os produtores. Este ano, três eventos já foram realizados e, até o final de novembro, serão feitos mais sete.

 

Além do trabalho de conscientização, o Fundecitrus está desenvolvendo diversas pesquisas sobre o manejo e controle do greening, buscando a compreensão da doença e soluções práticas para o campo.


 
Greening em números no Estado de São Paulo
- 36 mil talhões contaminados do total de mais de 93 mil

 
Região Central: a mais afetada
- 61,7% de talhões contaminados
- 3,5% de plantas doentes
 
Região Sul
- 44% de talhões contaminados
- 2% de plantas sintomáticas
 
Região Oeste
- 21,4% de talhões contaminados
- 0,34% de plantas doentes
 
Região Norte
 - 16,4% de talhões contaminados
- 0,39% de plantas doentes
 
Região Noroeste: a menos afetada
- 2,4% de talhões contaminados
- 0,05% de plantas com sintomas

 

Fonte: Fundecitrus


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