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autor Luiz Carlos
25/08/2010 16:07:11 - Atualizado em 25/08/2010 16:07:11 cadastre sua notícia/anúncio grátis

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Plantio espaçado da soja não tem efeito contra a ferrugem

O aumento no espaçamento entre linhas na sojicultura não tem efeito algum sobre o controle da ferrugem da soja. O uso de estandes e linhas mais espaçados é uma técnica já conhecida para facilitar o manejo de doenças como mofo-branco e antracnose. Por conta disso, alguns produtores tentam empregar a mesma tecnologia para combater a ferrugem, principal doença da cultura. Mas o resultado de uma recente pesquisa da Embrapa Agropecuária Oeste mostra que a prática não tem o resultado esperado.


O experimento, apresentado à comunidade científica no Congresso Brasileiro de Fitopatologia, foi realizado durante as duas últimas safras, em Dourados (MS). Por dois anos consecutivos, a soja foi plantada com cinco diferentes espaçamentos entre linhas. Para cada espaçamento, foram cultivadas parcelas com e sem aplicação de fungicida, a fim de observar se o controle da doença através de fungicidas se tornaria mais fácil.


— Desse modo, nós pudemos avaliar tanto o efeito do fungicida, que de antemão já sabíamos que seria importante no controle da doença, quanto o efeito dos espaçamentos entre linhas. Também avaliamos se existia interação entre esses fatores (aplicação de fungicidas e espaçamento entre linhas) para verificar a ocorrência de ocorrência mais alta ou mais baixa da severidade da ferrugem da soja — explica o fitopatologista Alexandre Roese, à frente da pesquisa.

O trabalho mostrou que não houve interação entre o produto e o espaçamento, de modo que a técnica não facilitou o controle da doença. Mas o experimento revelou também um resultado positivo. Ao alterar o espaçamento por duas safras consecutivas, os pesquisadores observaram diferenças significativas no rendimento da soja.


— Nos dois experimentos, o espaçamento de
55 centímetro entre linhas promoveu maior produtividade de grãos do que os demais espaçamentos — comemora o pesquisador.

Na opinião de Roese, os resultados obtidos na pesquisa realizada em Mato Grosso do Sul não podem ser extrapolados à risca para o resto do País. Apesar de a técnica não ter sido eficiente nesse local, sob determinado clima, época de semeadura e com cultivares específicas, os efeitos podem ser diferentes em outras condições.


— Na verdade, a gente enxerga a tendência de que um pequeno aumento do espaçamento entre linhas em relação ao que é usado hoje, de 45 para
55 centímetros, promoveria maior produtividade e maior facilidade de controle da doença. No entanto, isso deve ser feito com cautela. Nossa equipe pretende repetir o resultado para obter dados mais conclusivos — diz.

 

 

Fonte: Portal Dia de Campo


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