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autor Luiz Carlos
04/08/2010 15:24:07 - Atualizado em 04/08/2010 15:24:07 cadastre sua notícia/anúncio grátis

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O feijão no Brasil corre o risco de sofrer grandes perdas

A safra 2010/2011 de feijão no Brasil corre o risco de sofrer grandes perdas. A previsão de intensidade do fenômeno climático La Niña e a insatisfação do produtor com relação ao escoamento do produto via governo federal podem comprometer o cultivo da leguminosa. Consequentemente, o consumidor deve pagar mais caro pelo produto.
Segundo Marcelo Lüders, presidente do conselho de administração do Instituto Brasileiro de Feijão e Legumes (Ibrafe), o governo, por meio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), não honrou com o combinado para esta temporada, no programa de Aquisição do Governo Federal (AGF). Ainda de acordo com Lüders, muitos produtores chegaram a entregar o grão nos estoques do governo e tiveram o produto devolvido por falta de recurso. "O produtor não pode contar com o governo", afirma.
Segundo Marcus Calgaroto, analista da Safras & Mercado, a Conab anunciou que iria comprar até 260 sacas de feijão por produtor e que a primeira parte dos recursos de Brasília chegou em março. Porém, em abril, os preços da leguminosa começaram a subir e como o mercado estava pagando valores que cobriam custos, a intervenção foi suspensa. "A Conab afirma que o sistema de compra não é bem compreendido. Os produtores podem entrar na justiça para tentar obter a verba", diz o analista.
Para o presidente do conselho, as chuvas decorrentes no Sudeste e na Região Sul do País causam a falsa sensação de que tudo vai bem, mas o La Niña deve chegar com intensidade semelhante à registrada em 1998. "Se isso acontecer, a produção vai sofrer grandes perdas e o consumidor vai pagar mais caro", afirma.
Como solução, o presidente sugere que o agricultor escalone o plantio ao longo do período ideal de semeadura. "O produtor não pode se basear nos preços atuais para definir área de plantio para a próxima safra", alerta.
No entanto, segundo Sandra Hetzel, economista do Unifeijão - via de informação voltada para o desenvolvimento e profissionalização do agricultor -, o Paraná já divulgou expectativa de aumento de 4% a 5% na área de plantio para temporada 2010/2011. "Quem possui visão mercadológica vai ficar com o pé atrás, mas no fim, o produtor acaba focado no preço", diz.
De acordo com Calgaroto, atualmente o feijão tipo carioca extra 9,0 está cotado entre R$ 97 e R$ 100 a saca 60 quilos, no atacado em São Paulo. O carioca especial 8,5 tem sido comercializado em torno de R$ 90 e R$ 93.
Dados da Safras & Mercado apontam nas regiões produtoras, como Barretos (SP), a saca de 60 quilos a R$ 95. Em Unaí (MG), chega a R$ 105 e em Barreira (BA), R$115. "O feijão-preto extra se mantém estável nos R$ 92 a saca".
Diante desse cenário, o produtor, de um lado disputa preços acima de R$ 100 com a indústria, que pressiona as cotações. Na outra ponta, as redes de supermercados não querem pagar mais de R$ 85 no fardo de feijão.
De olho em melhores preços, de acordo com Lüders, 80% dos produtores estão segurando a mercadoria. "Para o restante, os preços praticados hoje têm sido atrativos já que o custo de produção varia entre R$ 65 e R$ 68". Para o presidente do Ibrafe, em 30 ou 40 dias deve ocorrer forte valorização do produto. "Quando o valor do feijão ganha força, geralmente avança de 30% a 40%".
Segundo Hetzel, no início de julho, os preços da leguminosa giravam em torno de R$ 130. A retração ocorrida, de acordo com a economista, se deu pela pressão de entrada da nova safra. "O produtor tem que resistir", diz.
Levantamento da Safras & Mercado mostra que a terceira safra de feijão 2009/2010, está em período de colheita e deve render 940 mil toneladas. O número representa avanço de 18% ante safra a anterior, quando o País produziu 774 mil toneladas.
Leilão
A Conab divulgou que vai ofertar hoje, por meio do Sistema de Comercialização Eletrônica, 21,2 mil toneladas de feijão dos estados de Goiás, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. A intenção é ajustar oferta e demanda do grão evitando altas no preço. A mercadoria faz parte dos estoques do governo, que espera devolver o produto ao mercado como complemento ao abastecimento.
 
Fonte: DCI


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