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autor Luiz Carlos
30/07/2010 15:11:56 - Atualizado em 30/07/2010 15:11:56 cadastre sua notícia/anúncio grátis

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Preços agrícolas em forte alta nesta sexta-feira

Esta sexta-feira está excepcional em termos de preços para a produção agrícola brasileira e mundial. O mercado é climático, e seus efeitos fazem as cotações explodirem em várias bolsas de mercadorias do mundo. A soja, por exemplo, atinge os maiores preços dos ultimos 7 meses. O milho em Chicago permanece acima de 4 dólares por bushell. Ambas as commodities puxadas pelo trigo, que sobe 4% em Chicago, devido à quebra da produção na Russia, onde forte estiagem que afeta os campos russos e parte da Europa. A Ásia, por sua vez, sofre com chuvas em excesso. O café, devido aos estoques baixos, registram preços excepcionais no mercado interno brasileiro, com preços a R$ 315,00 a saca para o tipo 6, enquanto o cereja descascado supera R$ 400,00.

 

Clima, dólar e incertezas em relação ao suprimento foram os principais fatores que nortearam o mercado de commodities agrícolas em julho. Os preços das commodities nas Bolsas de Chicago e Nova York subiram, à exceção do algodão. Considerando-se os preços médios mensais, os destaques de alta foram trigo e açúcar.

O trigo subiu 25,27% com a seca nas regiões produtoras da Europa e Leste Europeu, sobretudo Rússia e Ucrânia, além do Canadá. O açúcar se valorizou 13,64% com as incertezas em relação ao suprimento. A soja subiu 5,06% com a desvalorização do dólar e a perspectiva de a China importar 5,6 milhões de toneladas do grão em julho. O café também subiu 8,18% com a diferença de preços entre os grãos da América Central e Colômbia. O milho também se valorizou, 8,17% em julho.


Trigo: Estimativa de redução da FAO na safra de trigo pode chegar a  15 milhões de toneladas


A FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) deverá reduzir suas estimativas para a produção e os estoques mundiais de trigo para a safra 2010/11. A redução, que deve variar entre 10 e 15 milhões de toneladas, é resultado da quebra da safra do cereal em vários países do Hemisfério Norte. "As projeções podem até cair mais", afirmou o secretário do Grupo Intergovernamental para Grãos da entidade, Abdolreza Abbassian.
 
No último mês de junho, a estimativa da FAO era de 676 milhões de toneladas produzidas. Mesmo com essa previsão de redução, o volume será maior do que foi colhido em 2009 - 637 milhões de toneladas. Esse dado, portanto, faz com que Abbassian acredite que os preços do trigo no mercado internacional não voltem a atingir as máximas vistas no último ano, mesmo já tendo subido 50% desde junho, quando se registrou em junho a mínima de nove meses. Até ontem, em 2010, foi a alta totalizou 8% em Chicago.

A redução da safra mundial e a consequente alta dos preços são resultado de problemas climáticos na Rússia, Ucrânia, Canadá e alguns países da União Europeia (UE). De acordo com o secretário do Grupo Intergovernamental para Grãos da ONU, a Rússia deve colher 55 milhões de toneladas, ante 60 milhões previstas em junho.

Preço - Pela primeira vez neste ano, a FAO revisou para cima seu Índice de Preços dos Cereais, que agora está em 161 pontos, de 152 em junho. A entidade prevê maior volatilidade nas cotações do trigo nos próximos meses e explica que, nos últimos anos, a disponibilidade do cereal na região do Mar Negro fez compradores da América do Norte e da Europa se voltarem para lá, o que pode não ocorrer neste ano. No lado positivo, há mais trigo no mundo em 2010 do que havia em 2008 e 2009 por causa dos grandes estoques deixados pela safra passada. Em 2008, por exemplo, o índice de preços da FAO chegou a 238. "A situação é ruim agora, mas não tanto quanto há dois anos. Seria prematuro esperar que os preços atinjam os níveis alcançados em 2008", observou Abbassian. As informações são da Dow Jones.

O Índice de Preços dos Cereais da FAO está em 161 pontos ante 152 em junho. A revisão altista da entidade foi a primeira do ano, e a previsão é de mais volatilidade nas cotações para os próximos meses. Entretanto, Abassian afirma novamente que mesmo com essa redução na safra, o mundo tem mais trigo em 2010 do que em 2008 e 2009 por contas dos grandes estoques deixados das safras passadas. "Seria prematuro esperar que os preços atinjam os níveis alcançados em 2008".

Algodão: Com oferta restrita, preços em alta na Bolsa de Nova York
 
Nesta sexta-feira, os contratos futuros do algodão subiram na Bolsa de Nova York. A alta foi motivada por compras de fundos e por oferta limitada. A oferta restrita no curto prazo, que deve se manter durante a colheita tem atraído as compras antes da chegada da safra 2010.
 
Cacau: Preços avança em NY incentivados por compras de fundos
 
Assim como o algodão,os preços a futuro do cacau também subiram na Bolsa de Nova York impulsionadas por compras de fundos. O vencimento está preso no intervalo entre US$ 2.900 e US$ 3.200 por tonelada devido à fase de calmaria sazonal do mercado. As informações são da Dow Jones.

Açúcar: Com problemas nos portos brasileiros, cotações do açúcar encontram suporte

A previsão de chuvas nos principais portos do Brasil que podem atrasar as exportações de açúcar deram sustentação aos preços da commodity.Na Bolsa de Londres, as cotações avançaram e o sentimento otimista foi alimentado no mercado internacional. Além das notícias sobre a logística, informações dissipadas sobre o cancelamento de um leilão paquistanês de 200 mil toneladas de açúcar também contribuíram para a previsão altista.

Café: Em Londres, preços recebem influência da alta em Nova York
 
Com forte alta nesta sexta-feira, os contratos futuros do café avançaram a Bolsa de Londres, recebendo uma influência positiva dos preços positivos do arábica na NYBOT. 

"Isso é apenas a continuação da firmeza do mercado" em Nova York, disse um corretor, acrescentando que os "estoques certificados na ICE estão baixos" e os fundos ainda estão ativos. As informações são da Dow Jones.

Fonte: Redação NA


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