busca
| | |




Você está em
autor Luiz Carlos
15/07/2010 10:07:18 - Atualizado em 15/07/2010 10:07:18 cadastre sua notícia/anúncio grátis

Notícias Notícia

Para o Brasil, acordo com a UE é prioridade

As negociações para um acordo de associação entre o Mercosul e a União Europeia serão prioridade durante o período em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva exercer a presidência temporária do bloco, durante o segundo semestre deste ano. Ele fez a afirmação ao lado dos presidentes da Comissão Europeia, Durão Barroso, e do Conselho Europeu, Herman van Rompuy, após participar da 4ª Cúpula Brasil-União Europeia, realizada em Brasília. "Queremos avançar para concluir um acordo de associação entre o Mercosul e a União Europeia. Mais do que uma discussão sobre tarifas e subsídios, esse passo sinalizará o compromisso de ambos os blocos com a criação de oportunidades de comércio e investimentos", disse.

O presidente lembrou, no entanto, que terá pela frente a difícil tarefa de romper as resistências que o acordo entre os dois blocos enfrenta de governantes e também de setores da economia de países que integram a União Europeia, especialmente a área agrícola, que teme a entrada de produtos mais baratos em seus mercados. De acordo com o presidente, sempre há um ou outro setor da economia que não fica contente. "Para quem se sente prejudicado é preciso criar alguma compensação para evitar que o setor desapareça", disse Lula.

Durão Barroso afirmou que o acordo pode trazer vantagens para os dois blocos, mas reconheceu que há questões sensíveis, e que as negociações não serão fáceis. "São 27 países na União Europeia. Por isso, esperamos que o Mercosul avance com uma oferta que também corresponda às nossas ambições, ou seja, que possamos apresentar aos 27 estados-membros da União Europeia uma proposta que globalmente seja muito positiva e que responda também às preocupações dos que se sintam mais afetados", afirmou o presidente da União Europeia.

Entre as metas de Lula está a de ampliar oportunidades de comércio. Mais do que o fim de barreiras tarifárias, para ele surtirá mais efeito estar mais atento às oportunidades de negócios, minimizando o fato de as exportações brasileiras serem predominantemente formadas por produtos básicos. "Isso não é uma fatalidade", afirmou. Ele destacou que para os Estados Unidos, por exemplo, a maior parte dos produtos enviados está classificado como manufaturados.

CNI critica Mercosul por impedir acordos bilaterais

A realização de acordos bilaterais brasileiros tem sido ínfima em grande parte por conta da união do País com outras nações do Mercosul, na avaliação do presidente em exercício da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade. "Muito dessa participação pequena em acordos bilaterais é porque tem que ser por meio do Mercosul. Isso tem dificultado um pouco os acordos", disse.

Andrade salientou que o bloco americano acaba fortalecendo as negociações, quando elas conseguem sair do papel. "Mas seria mais fácil se estivéssemos sozinhos", comentou. Isso porque, além de divergências com o país em negociação, é preciso tratar primeiro da falta de consenso interno. "Há divergências entre Brasil e Argentina, e com o Paraguai, e com o Uruguai", citou.

O presidente da CNI pontuou ainda o que parece ser o mote do encontro realizado em Brasília: a insatisfação doméstica com o protecionismo de mercado adotado por países desenvolvidos. "Temos enfrentado problemas com outros países, que têm se fechado", disse, salientando que o aumento do número de barreiras tarifárias é o maior exemplo dessa movimentação. "Precisamos discutir isso para abrir mercados para as empresas brasileiras."

Na avaliação do empresário, as negociações estão em ritmo muito lento e admite que parte dos atrasos nas negociações se dá atualmente ainda por conta dos reflexos da crise financeira internacional. Mas, além disso, o dirigente voltou a citar dois pontos recorrentes do discurso de empresários aos quais são vistos como obstáculos para a produção: a valorização do real e a elevada carga tributária.

Fonte: Jornal do Comércio


TAGS


Galeria de Imagens


Comentários



Agron © 2017
Agronegócios online
Desenvolvido por Agron sob consultoria especializada criodigital | todos os direitos reservados.