busca
| | |




Você está em
autor Luiz Carlos
09/06/2010 15:23:53 - Atualizado em 09/06/2010 15:23:53 cadastre sua notícia/anúncio grátis

Notícias Notícia

Preços de fertilizantes em ritmo de queda no Goiás

Os preços de fertilizantes em Goiás no mês de maio, na média geral, foram 3,95% mais baratos em relação abril, mesmo patamar relativo a março e abril. Os formulados foram os maiores responsáveis por esta queda (5,18%). As matérias-primas tiveram queda nos preços menos significativa nos preços em função da leve alta de preços dos fosfatados (2,72%). Cloreto de Potássio e Uréia tiveram quedas mais expressivas, 6,85% e 4% respectivamente e puxaram para baixo os preços das matérias-primas no mercado local.

No mês de maio a média geral fechou em R$ 832,78 à tonelada e no comparativo do mesmo período de 2009 a tonelada custou R$ 1.059,45, diferença de 21,4% menos. Como havia sido previsto, ante a nossa dependência de importações de nutrientes para aplicação na agricultura, houve queda nos preços dos produtos mais uma vez em Goiás, diferentemente de outros estados como o Mato Grosso onde tem se observado altas.

As usinas sucroenergéticas neste momento estão fazendo aquisições em massa visando aproveitar o melhor preço e fazer adubação de reposição nos canaviais. A tendência é de continuidade das aquisições por parte do setor. Em 2008, Goiás consumiu aproximadamente 2,3 milhões de toneladas de fertilizantes, enquanto que em 2009 esse consumo saltou para 3,5 milhões de toneladas, uma alta de mais de 50%, em função, principalmente, do aumento de área de plantio de soja (5,84%) e de cana-de-açúcar (28%) nas respectivas safras de 2008 para 2009. Para a safra atual a perspectiva de crescimento é ainda maior com 6,5% para soja e 12% para cana-de-açúcar, assim o consumo deve aumentar inevitavelmente.

O governo brasileiro, ao que parece, paralisou em boa parte o projeto de procurar alternativas para diminuir a dependência de importação de fertilizantes. Tudo indica que ficará para o próximo presidente indicar o caminho a ser seguido.

Conforme informações de produtores e das misturadoras que comercializam os produtos, acredita-se que o mercado em Goiás já atenha avançado aproximadamente 50% entre volume entregue e carteira nas fábricas, evidenciando a prática da compra antecipada por parte dos produtores, e nisso se engloba, também, as usinas de etanol e açúcar, atualmente grandes consumidoras em Goiás.

No mercado internacional, os preços continuaram a variar para baixo e na média fechou 1,8% menor que os preços encontrados em abril. A Amônia teve a maior queda depois da fraca comercialização registrada no mês, especialmente por parte dos norte-americanos que são grandes consumidores. A Uréia também está em queda, assim se mostrando uma curva em descendência no preço geral dos nitrogenados. No mercado local isso também foi evidente, Uréia, Sulfato de Amônio e Nitrato de Amônio tiveram queda nos preços. O único produto que continua em curva ascendente é o enxofre. Em dezembro de 2009 o produto custava US$ 53,33/ton, em maio o produto fechou custando US$ 141,33/ton, um acréscimo de mais de 165%, o alívio é que ele é um nutriente coadjuvante nos formulados, mas pode de alguma forma afetar os preços de algumas fórmulas mais concentradas nesse nutriente. Os fosfatados tiveram queda tímida (0,4%) no mercado internacional bem como o Cloreto de Potássio e com exceção do enxofre os produtos vêm em ritmo de queda nos preços.

A Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), enfim divulgou os dados estatísticos relativos a 2010. As entregas de fertilizantes das misturadoras às revendas no país somaram 4,479 milhões de toneladas no primeiro trimestre do ano, 10,4% mais que em igual intervalo de 2009. As misturadoras compram matérias-primas e fazem o produto final. Conforme os dados da associação, a retomada da demanda estimulou um salto na produção de 26,4% de janeiro a março (2,046 milhões), e a disparada das importações onde o aumento verificado foi de 205,9% na mesma comparação (2,452 milhões de toneladas). O ritmo das importações prossegue firme como o que se pode verificar em um dos principais portos do país, o porto de Paranaguá (PR), onde o mês de abril deste ano foi um dos mais movimentado dos últimos oito anos. Segundo o Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o Porto de Paranaguá recebe 52% de toda a matéria prima para a produção de adubos do Brasil, quatro vezes mais que o Porto de Santos.

Nos dados de troca de fertilizantes por produtos no mês de maio, foram necessários 28,1 sacas de 60 kg para a compra de uma tonelada de fertilizante utilizado no plantio, uma variação de 6% menor relativo ao mês de abril quando foram necessárias 29,89 sacas por tonelada. Nos demais produtos a variação foi negativa com exceção da cana-de-açúcar e do milho onde a relação foi positiva, ou seja, necessidade de mais produto para comprar fertilizantes.

Depois de mais esta baixa nos preços, o mercado goiano deve continuar aquecido e especialmente os produtores de soja e as usinas de etanol e açúcar devem continuar adquirindo fertilizantes para a safra corrente.

A análise dos preços de fertilizantes é realizada mensalmente pela Gerência de Estudos.
Técnicos e Econômicos da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (FAEG).
Gerente de Estudos Técnicos e Econômicos: Edson Alves Novaes
Responsável técnico: Alexandro Alves dos Santos

Fonte: Faeg


TAGS procuro serviço


Galeria de Imagens


Comentários



Agron © 2017
Agronegócios online
Desenvolvido por Agron sob consultoria especializada criodigital | todos os direitos reservados.