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autor Luiz Carlos
08/06/2010 16:34:30 - Atualizado em 08/06/2010 16:34:30 cadastre sua notícia/anúncio grátis

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Primeira geada do ano no PR esperta o alerta nos produtores

A agricultura é encarada por muitos produtores como uma loteria: nunca sabem quando terão a sorte de uma cultura enfrentar somente condições climáticas adequadas. Ontem (7), algumas regiões agrícolas de Cascavel amanheceram mais brancas pela leve geada que precipitou. A primeira geada do ano desperta o alerta nos produtores rurais, pois temem prejuízos com a safrinha, com a possível maior incidência desta condição climática.

Agricultores que estão com culturas ainda em formação, como algumas regiões de milho tardio, se preocupam com o clima. Mas, teve quem se precaveu: conseguiu antecipar o plantio, já colheu toda a soja e agora a fase do milho não sofre mais interferência do clima. Rita Scherer, produtora rural conta que ontem, na sua região, ocorreu geada, mas que não prejudicou suas culturas. “A soja eu já colhi tudo e o milho está em fase de maturação” revela que adiantou em uma semana o plantio e agora, em fase mais adianta, a geada não prejudica.

Rita comenta que o milho estava plantado no início de fevereiro e no final deste mês deve ser colhido. A soja finalizou a colheita na semana passada e agora a área de três alqueires irá receber aveia. “Mas, quem está com o milho mais novo, ou o feijão, como aqui na região, pode ser afetado com a geada”, revela ao citar que, agora, a geada pode significar para alguns produtores perdas na produtividade e qualidade.

Aproveitando uma semana de sol no verão, a agricultora revela que foi o diferencial, pois são as condições que melhoram o desenvolvimento das espigas. “No verão, o calor é maior e acelera os ciclos, porque quando chega a temperatura de 12 graus, o milho estagna”, revela ao citar a estratégia de secar a soja do verão antes, para aproveitar o tempo quente para o desenvolvimento do milho safrinha.

Mas, para quem está com o milho a poucos dias da colheita, a torcida para São Pedro é diferente: que não ocorram chuvas em excesso no período de colheita. “Agora, para nós não pode chover muito, porque o milho está maduro para colher e pode dar ardido no grão”, explica a perda da qualidade no milho, que diminui o preço e ainda a comercialização. Com área de 48 alqueires, Rita explica que teve sorte com as condições climáticas.

 Trigo

A produtora rural se prepara para o plantio de aveia na área liberada pela soja e já adianta que, após a colheita do milho, a área será apenas tratada e, talvez, coberta; o trigo este ano não será plantado. Isso por uma série de motivos, como os estoques, os preços, possibilidade de perda e, principalmente, o tempo, pois o prazo para o plantio é dia 15 de junho e a agricultora não terá colhido o milho,. “Não vou arriscar trigo, vou somente cobrir a terra”, garante.

Rita explica que ano passado perdeu todo o trigo com as geadas, e enfrentou dificuldades de comercialização e com o seguro agrícola. Em sua propriedade, ainda tem estoque do grão estocado, o que a faz lembrar do prejuízo. “A gente nunca sabe direito. Este ano a geada veio antes, ano passado acabou com trigo”, revela ao calcular mais de R$ 19 mil em perdas com o trigo.

Outro problema foi o equívoco com o seguro. Segundo a agricultora, os peritos calcularam de forma equivocada uma produtividade de 60 sacas por alqueire e venda a R$ 30,00 a saca. Mas, na realidade, foi produtividade de 40 sacas por alqueire e a venda por R$ 20,00 a saca. Com esses cálculos do perito do seguro, não houve o reembolso, e a produtora rural arcou com todo prejuízo sozinha. “O lucro que tive da soja do verão, tive que pagar o trigo no inverno”, justifica ao reforçar que entrou com ação para tentar recuperar os prejuízos, mas não tem esperança do seguro arcar.

Agora, no inverno de 2010, restou a produtora investir nas culturas de safrinha, soja e milho e cuidar da terra, mas tendo mais certeza que o lucro do milho não será gasto em outra cultura em que as condições climáticas destroem e o seguro não cobre. “Estou esperando colher no mínimo 250 sacas de milho por alqueire, se for menos, é uma pena, mais é maravilha”, relata ao detalhar que o preço de custo hoje para sua cultura é de 200 sacas por alqueire. “Na verdade, nós produtores não temos lucro, mas reserva, porque a próxima cultura sempre é de risco”, reforça ao garantir que após a colheita do milho irá esperar para o plantio da safra de verão em setembro.

Fonte: Gazeta do Paraná


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