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autor Carlos Aparecido
08/06/2010 13:56:33 - Atualizado em 09/06/2010 08:44:02 cadastre sua notícia/anúncio grátis

Notícias Notícia

Mais um dia volátil, a espera de dados da semana

São Paulo, 8 de junho de 2010 - O pregão de hoje deverá ser marcado pela

volatilidade, novamente, já que investidores continuam com receio da crise

gerada na Europa, a espera de novas notícias e também, na expectativa por dados

importantes que ainda serão divulgados nesta semana, como o Livro Bege nos

Estados Unidos e dados da economia chinesa.

 

   Essa é a opinião de analistas consultados pela Agência Leia, que também

lembram da divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil no primeiro

trimestre. Para eles, porém, esse dado não deverá mexer com o mercado, pois o

resultado já foi "precificado".

 

   "A Europa ainda vai ser o grande foco durante muito tempo. Neste sentido, o

foco internacional desta terça-feira é a divulgação do plano econômico da

Hungria, para combater o déficit e, ao mesmo tempo, promover o crescimento da

economia", opina a diretora de câmbio da AGK Corretora, Miriam Tavares.

 

   Há pouco, o Ibovespa futuro, com vencimento em junho, operava em alta de

0,60%, a 61.620 pontos, indicando abertura em campo positivo.

 

   Nos Estados Unidos, não há indicadores previstos para hoje, enquanto que na

Europa, divulgações foram feitas na Alemanha, com destaque para a produção

industrial em abril, informada pelo Ministério de Economia e Tecnologia. Segundo

o órgão, a produção industrial subiu 0,9% em abril na comparação com março,

quando teve uma alta revisada de 4,3%. Em relação a abril do ano passado, o

avanço foi de 13,3%.

 

   Além disso, o Escritório Federal de Estatísticas Destatis informou que a

balança comercial da Alemanha registrou superávit de 13,4 bilhões de euros em

abril, alta de 38,1% em relação ao saldo positivo de 9,7 bilhões de euros

apurado em abril de 2009.

 

   Entre os indicadores divulgados hoje no Brasil, o destaque fica com o

Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre, informado há pouco pelo

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nos três primeiros meses

do ano, o crescimento foi de 2,7%, em relação ao quarto trimestre de 2009, com

o PIB somando R$ 826,4 bilhões. A Taxa de Investimento neste período subiu para

18,0% e a Taxa de Poupança Bruta atingiu 15,8%. Em relação ao primeiro trimestre

 de 2009, o PIB cresceu 9,0%

 

   O resultado veio acima do esperado pelo mercado, que estimava um avanço de

2,6% no PIB brasileiro no primeiro trimestre de 2010, na comparação com o quarto

trimestre do ano passado, segundo a mediana das projeções do Termômetro Leia,

pesquisa feita com instituições financeiras com as previsões para os principais

indicadores do País. Considerando a comparação com o primeiro trimestre de 2009,

 o resultado também veio acima da estimativa do mercado, de 8,75%.

 

   Além disso, o IBGE também divulgou o Levantamento Sistemático de Produção

Agrícola, correspondente ao mês de maio, que indicou que a safra nacional de

cereais, leguminosas e oleaginosas deve somar 145,8 milhões de toneladas em

2010, 8,8% maior que a obtida em 2009 (134,0 milhões de toneladas) e 0,1% menor

que a safra recorde de 2008 (145,9 milhões de toneladas).

 

   Ainda na agenda de indicadores brasileira, o Comitê de Política Monetária

(Copom) do Banco Central inicia hoje sua reunião para decidir a trajetória da

taxa básica de juros (Selic) do País.

 

   A maioria dos analistas de mercado, consultados pela Agência Leia, acredita

que o Copom elevará a Selic em 0,75 ponto percentual nesta reunião, que começa

amanhã e termina na quarta-feira. Entre as 66 instituições ouvidas pelo

Termômetro Leia, 58 apostam em alta de 0,75 ponto porcentual, enquanto 7

acreditam em elevação de 0,50 ponto. Uma prevê avanço de 1 ponto.

 

   Hoje pela manhã, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou o Indice de Preços

ao Consumidor Semanal (IPC-S), que registrou inflação de 0,21% na primeira

quadrissemana de junho. O resultado ficou 0,57 ponto percentual abaixo do

apurado no mesmo período de maio (0,78%), e estável em relação ao fechado de

maio.

 

   Ainda nesta terça-feira, o Departamento Intersindical de Estatística e

Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulga, às 9h45, o Custo de Vida na Cidade de

SP, correspondente ao mês de maio.

 

   No cenário corporativo, a Petrobras informou, ontem à noite, que um

vazamento em torno de 1,5 mil litros de óleo foi identificado pela manhã próximo

à plataforma de processamento P-47, localizada no campo de Marlim, na Bacia de

Campos, a 160 quilômetros de Macaé. O vazamento já foi controlado.

 

   Segundo nota à imprensa, o episódio foi causado por um mangote, que

transportaria o óleo da plataforma para o navio Cap Jean. A operação ainda não

havia começado quando aconteceu o vazamento. No pregão de ontem, as ações

preferenciais da empresa (PETR4) subiram 0,92%, a R$ 29,52, enquanto as

ordinárias (PETR3) valorizaram 0,56%, a R$ 33,99.

 

   Também ontem à noite, a BM&FBovespa informou que, no mês passado, o segmento

Bovespa movimentou R$ 152,93 bilhões, ante R$ 138,74 bilhões de abril, sendo

que a média diária ficou em R$ 7,28 bilhões, ante R$ 6,93 bilhões no mês

anterior. No mês passado, foram realizados 10.261.145 negócios, com média diária

de 488.626, recorde histórico, enquanto em abril, foram 8.098.072, com média de

 404.904 negócios.

 

   O valor de mercado das 375 empresas com ações negociadas na BM&FBovespa

atingiram R$ 2,14 trilhões ao final do mês passado, sendo que em abril esse

valor estava em R$ 2,27 bilhões, com 377 companhias. Ontem, as ações da

BM&FBOVESPA (BVMF3) registraram leve queda de 0,09%, a R$ 11,73.

 

   Ainda no cenário corporativo, a Cielo informou que foram registradas mais de

8,22 milhões de transações feitas com cartões Visa no domingo, o que representa

 um recorde de operações em um mesmo dia.

 

   O número é 53% maior que o obtido no mesmo período do ano passado. A

companhia ressalta que o maior movimento aconteceu entre o meio-dia e às 13

horas, quando foram capturadas 299 transações por segundo, o que totaliza 822

mil operações em uma hora. No pregão de ontem, as ações da empresa (CIEL3)

subiram 2,91%, a R$ 15,90.

 

   Já no setor de transporte, a Gol Linhas Aéreas Inteligentes informou na

noite de ontem, que registrou um crescimento da demanda por sua malha aérea de

14,5% em maio, na comparação com o mesmo período de 2009. Foram 2.185,5

passageiro-quilometro transportado (RPK) ante 1.908,5 em maio do ano passado.

Nos voos domésticos o crescimento foi de 14,9%, de 1.700,2 RPK para 1.953,3 RPK.

 O mercado internacional teve expansão de 11,5%, de 208,3 RPK para 232,2 RPK.

 

   A Gol também registrou um aumento de 13,6% em toda a sua oferta de voos,

passando de 3.293,8 assento-quilômetro disponível (ASK) para 3.740,9 ASK. No

mercado doméstico a oferta subiu 16,4%, para 3.321,0 ASK. No entanto, a empresa

registrou queda nos voos internacionais, passando de 441,9 ASK para 419,9 ASK,

comparando maio de 2010 com 2009.

 

   A taxa de ocupação total subiu 0,5 ponto percentual em maio, comparando com

o mesmo período do ano passado, alcançando 58,4%. O mercado nacional registrou

58,8% e o internacional atingiu 55,3%.

 

   Pelo fato de maio ser um mês mais voltado para viagens de negócios e com

taxas de ocupação mais baixas em comparação com outros períodos, os yields

apresentaram alta próxima de R$ 21,50, Com isto, eles ficaram em patamares

ligeiramente acima das perspectivas financeiras da empresa. No pregão de ontem,

as ações da empresa (GOLL4) subiram 1,17%, a R$ 21,60.

 

   Por fim, a Açúcar Guarani informou que a Tereos Internacional, sua acionista

controladora, protocolou ontem o requerimento de registro inicial de companhia

aberta na categoria A, perante a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Além

disso, a Tereos também fez o requerimento da listagem de suas ações no Novo

Mercado da BM&FBovespa.

 

   Levando em consideração que na assembleia do próximo dia 24 será aprovada a

incorporação das ações da Guarani, que não estão detidas pela Tereos, e que o

registro inicial de companhia aberta e a admissão das ações para negociação no

Novo Mercado aconteçam dentro do previsto, as ações de emissão da Tereos

Internacional atribuídas aos acionistas da controlada começarão a ser negociadas

na BM&FBOVESPA sob o código TERI3, a partir de 29 de julho de 2010. Ontem, as

ações da Açúcar Guarani (ACGU3) subiram 1,02%, a R$ 3,98.

 

 

Mercados internacionais

 

   Nos Estados Unidos, os índices futuros, com vencimento em junho, operavam em

terreno positivo. O Nasdaq valorizava-se em 0,22%, a 1.799,75 pontos. Já o Dow

Jones, avançava 0,29%, a 9.823 pontos. O futuro S&P 500 operava em alta de

0,39%, aos 1.052,10 pontos.

 

   Na Europa, os principais índices operavam em queda. O CAC-40, da Bolsa de

Paris, há pouco, tinha perdas de 0,87%, a 3.383,76 pontos e o DAX-30, de

Frankurt operava em queda de 0,82%, a 5.856,27 pontos. O FTSE, da bolsa de

Londres, tinha desvalorização de 0,95%, a 5.021 pontos.

 

   Os índices das principais bolsas asiáticas encerraram o pregão desta

terça-feira em alta. O Nikkei 225, de Tóquio, subiu 0,18%, a 9.537,94 pontos, o

Hang Seng, de Hong Kong, terminou com valorização de 0,56%, a 19.487,48 pontos,

o Kospi, da bolsa de Seul, expandiu 0,82%, a 1.651,48 pontos e o Xangai

Composto, da bolsa de Xangai, fechou o dia em alta de 0,09%, a 2.513,95 pontos.

 

 

Petróleo

 

   Há pouco, o mercado de petróleo operava em terrenos opostos. Em Nova York, o

WTI, com vencimento em julho, tinha ganhos de 0,16%, a US$ 71,56, o barril. Em

Londres, o contrato do tipo Brent, também com vencimento em julho, recuava

0,20%, a US$ 71,97.

 

 

Câmbio

 

   No início das operações do mercado de câmbio, o dólar comercial operava em

queda de 0,63%, a R$ 1,866. Já o dólar futuro, para julho, registrava

desvalorização de 0,81%, a R$ 1.875,00.

 

 

Juros

 

   No mercado de juros futuros da BM&FBOVESPA, os contratos, com vencimento em

janeiro de 2011, operavam em estabilidade, a 10,96%. Os contratos com vencimento

 em janeiro de 2012 subiam de 11,82% a 11,85%.

 

 

    Roberta Vilas Boas / Agência Leia


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