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autor Luiz Carlos
31/05/2010 15:27:30 - Atualizado em 31/05/2010 15:27:30 cadastre sua notícia/anúncio grátis

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Cultura do Sorgo em extinção na Região do Paraná

Uma cultura que na década passada era vista com freqüência nas propriedades rurais, está praticamente extinta na região. Há sete anos, a área plantada de sorgo envolvendo os 28 municípios do Deral de Cascavel, era de 70 mil hectares. Hoje, não passa de dois mil hectares.

De acordo com o Detec (Departamento Técnico da Copacol), a concorrência com culturas tecnologicamente mais evoluídas como o milho e trigo foi responsável pela quase erradicação de lavouras de sorgo no Oeste. Segundo o engenheiro agrônomo da Copacol, Fernando Fáveri, a falta de estrutura do mercado para receber o produto fez com que a evolução do sorgo ficasse praticamente estacionada em comparação ao milho. “Em Cafelândia não temos o conhecimento de plantio do sorgo. Para o produtor é muito arriscado, pois é difícil encontrar um mercado para recebimento”, disse.

O cereal que é considerado o quinto mais importante do mundo, ficando atrás somente do trigo, arroz, milho e cevada está há três anos sem cotação. O produto é comercializado em médio por 80% do valor pago ao milho. Em países da África, Sul da Ásia e da América Central o sorgo é alimento humano. Nos Estados Unidos, na Austrália e na América do Sul o cereal é importante componente da alimentação animal. De acordo com Jovir Esser, economista do Deral, as poucas propriedades que mantém a cultura ativa utilizam o produto para silagem de animais. “A semente do sorgo é mais barata do que a de milho, porém sua massa verde, que é a parte da planta consumida pelos animais, é 50% menor. É uma opção interessante apenas para o produtor que está descapitalizado e não quer manter a terra nua”, disse. Outra característica do sorgo é a rusticidade. “A cultura exige quantidade mínima de mão de obra”, afirma o extensionista do Emater de Cafelândia Altair Luiz Jede. Segundo ele, as áreas remanescentes são utilizadas apenas para o consumo interno. “A pesquisa do milho é dinâmica enquanto o sorgo acabou ficando para trás, talvez porque historicamente a cultura sofreu com a presença da ferrugem bem antes do milho”, acredita. Segundo Altair o sorgo é utilizado na produção de farinha para panificação, amido industrial e álcool e como forragem ou cobertura de solo.

Alimentação

A não-disseminação do sorgo na alimentação humana parece ser uma questão cultural. Além da maior tradição do trigo, do milho e da soja, por exemplo, hoje há outros fatores que contribuem para essa situação. De acordo com Altair Jéde, "um dos principais motivos é a falta do elo na cadeia de comercialização do sorgo para fins alimentícios. O produtor e as indústrias não produzem sorgo e farinha de sorgo para a alimentação humana porque não há demanda de mercado. Por outro lado, o consumidor não compra preparações à base de sorgo porque não há o produto disponível".

Segundo ele faltam informações básicas a respeito de técnicas de fabricação de produtos à base de sorgo. "Há, portanto, necessidade de divulgação da cultura desde as práticas de cultivo até a mesa do consumidor final", finalizou.

 

Fonte: Jornal Integração


TAGS importação milho


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