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autor Luiz Carlos
28/05/2010 09:44:58 - Atualizado em 28/05/2010 09:45:19 cadastre sua notícia/anúncio grátis

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Rússia suspende importação de carne

Associação suspeita de protecionismo comercial porque vendas têm crescido

BRASÍLIA e SÃO PAULO. O Ministério da Agricultura confirmou ontem que a Rússia suspendeu temporariamente as importações de carne bovina de oito fábricas pertencentes a quatro frigoríficos brasileiros, entres eles JBS e Marfrig. De acordo com a assessoria de imprensa, o ministério acaba de receber um relatório das autoridades sanitárias russas informando que há problemas pontuais nos estabelecimentos que precisam ser sanados para que o comércio seja retomado.

Uma missão russa esteve no Brasil este ano para inspecionar 29 frigoríficos e problemas teriam sido encontrados em oito empresas. De acordo com a Agricultura, o documento explicando a suspensão seria vago e diria apenas que os frigoríficos não estão completamente adequados às exigências impostas para importação de carne bovina.

Nos bastidores, o que se diz é que a medida seria mais uma maneira de proteger o mercado russo da forte entrada de carne brasileira do que uma preocupação sanitária. A Rússia é hoje o principal comprador de carne do Brasil. As exportações para o mercado russo somaram US$ 386,5 milhões entre janeiro e março de 2010, o que representa crescimento de 15,43% em relação ao mesmo período no ano passado. O ministério informou que o relatório será enviado aos frigoríficos afetados para que eles façam os ajustes necessários em seus produtos.

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) confirmou que oito fábricas de quatro frigoríficos foram proibidas de exportar para a Rússia. Três são do grupo JBS, o maior processador de carnes do mundo, e outras três, do Marfrig. Os outros dois são o Rodopa, do interior paulista, e o Riosulense, de Santa Catarina.

O Marfrig divulgou comunicado ao mercado confirmando as restrições da Rússia e lembrou que elas se referem a três das 22 unidades de abate bovino operadas pela empresa.

Segundo Otávio Cançado, diretor-executivo da Abiec, a decisão das autoridades russas é pouco transparente: -É importante sabermos o que está acontecendo, se houve algum problema de ordem sanitária. Mas, pela forma como a decisão foi tomada, só podemos suspeitar de protecionismo comercial

 

Fonte: Martha Beck e Ronaldo D'Ercole


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