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autor Luiz Carlos
11/05/2010 22:21:19 - Atualizado em 11/05/2010 22:21:19 cadastre sua notícia/anúncio grátis

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MT: safra de algodão não deve suprir oferta em novos mercados

O Brasil, Austrália e Estados Unidos querem abocanhar novas demandas de algodão de países como China, Paquistão e Bangladesh, de acordo com o Instituto MatoGrossense de Economia Agropecuária (IMEA). A Índia, preocupada com um aumento em 25% nos preços da pluma, ante o ano passado, restringiu a comercialização da commodity para outros mercados.
Mato Grosso é o maior produtor de plumas do País, enquanto a Bahia assegura a segunda posição do ranking brasileiro. Para Glison Ferrúcio Pinesso, presidente da Associação Matogrossense dos Produtores de Algodão (Ampa), o cenário é temporário e, por enquanto, o Brasil não tem condições de suprir a lacuna deixada pelos indianos. "A safra brasileira não vai ser grande neste ano e, por isso, faltará algodão para fornecer [aos novos compradores]", afirmou Pinesso. E completa: "Logicamente, gostamos disso porque faz com que mercados procurem mais o Brasil. No entanto, teremos que aumentar a produção para conquistar outros compradores", disse.
A falta de força brasileira pode estar atribuída à área plantada de algodão. Em 2008, foram plantados 1 milhão e 200 mil hectares de algodão em plumas, enquanto 2010 ficou abaixo: 1 milhão e 30 mil hectares de área. "A ideia é aumentar o plantio para a safra 2010/2011, e assim retomar o crescimento", explicou. A fibra será plantada em dezembro deste ano e janeiro de 2011.
No último ano, o estado matogrossense exportou entre 500 mil a 550 mil toneladas de pluma - média anual -, conforme atestou o presidente. Neste ano, 450 mil toneladas da fibra já foram comercializadas para o exterior, quantidade menor em virtude da baixa receita advinda da cultura de algodão frente às culturas de soja e milho em 2009. Segundo dados do Imea, de abril, houve redução na receita, que passou de US$ 95,2 milhões no primeiro trimestre de 2009 para US$ 58,4 milhões em 2010, queda de 39%. Mesmo com esta queda nos números, o estado ainda foi responsável por 47% das embarcações da pluma brasileira.
A Bahia apresenta um potencial de exportação abaixo do Mato Grosso. Neste ano, o estado mandará para fora do País 200 mil toneladas em plumas de algodão, 50% de sua produção total - 400 mil toneladas. "Para a próxima safra [2010/2011], prevemos um acréscimo de 20% na área plantada do Brasil", contou João Carlos Jacobsen, presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão. Em 2009, a Bahia comercializou 140 mil toneladas de algodão com o exterior. Segundo Jacobsen, a oportunidade deixada pela Índia serve para que o Brasil fique atento a situações futuras (e parecidas), principalmente na logística a ser melhorada pelo governo. "Com certeza o País pode suprir, mas precisa rever as situações dos portos, como ampliá-los, por exemplo". O presidente, no entanto, destacou a importante participação do órgão governamental à comercialização.
Os principais compradores do algodão brasileiro são: Indonésia, Coréia do Sul Paquistão. De acordo com Pinesso, Austrália e Estados Unidos têm mais condições do que o Brasil para ampliar suas comercializações. "O problema da Austrália é a falta de água. O algodão deles é irrigado, e eles têm essa limitação. Quase que 100% da fibra daqui [Brasil] é plantado sem irrigação", falou.
 

Fonte: Só Notícias


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