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autor Luiz Carlos
07/05/2010 10:51:41 - Atualizado em 07/05/2010 11:00:49 cadastre sua notícia/anúncio grátis

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Feijão lidera alta de preços dos alimentos e eleva inflação

Batata, tomate e cebola também assombram bolso do consumidor

Com os aumentos de preço registrados em abril, os alimentos encontrados com frequência na mesa dos brasileiros foram responsáveis pela alta da inflação e da cesta básica. Além do feijão, um dos maiores "vilões" da carestia, subindo 23,86% em um mês, outros produtos como a batata, a abóbora e a cebola também contribuíram para mexer no bolso do brasileiro. Por causa da alta desses produtos, a inflação medida pelo Índice Geral de Preços -Disponibilidade Interna (IGP-DI) foi de 0,72% no mês passado, contra 0,63% em março.

Já a cesta básica do belo-horizontino ficou com o preço de R$ 239,06 em abril, um aumento de 11,42% em relação aos R$ 214,55 pelos quais era vendida no mesmo período do ano passado.

O feijão foi destaque pelo fato de em dois meses ele ter sofrido grandes reajustes. Além dos 23,86% em abril, em março a alta foi de 26,04%. Um aumento acumulado de 50% no período. Segundo o superintendente de política e economia agrícola da Secretaria de Agricultura Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, João Ricardo Albanez, uma das explicações para a elevação do preço do grão é a redução da safra, ou seja, com uma oferta menor, o preço sobe.

Para ele, a safra deste ano não será boa como as de 2008 e 2009. A produção do ano passado atingiu 602 mil toneladas em Minas e a previsão para este ano é de 425 mil toneladas. "Trata-se de um ciclo. Como a safra anterior foi maior, a estratégia do produtor é produzir menos, ocasionando o aumento do preço e gerando a lei da oferta e da procura", explica o superintendente.

Um outro fator considerado pelo superintendente é o custo de produção, que vem subindo. Segundo ele, a mão de obra e os fertilizantes (que são importados) tiveram aumento em seus preços. "Isso reflete diretamente nos valores que o consumidor paga", afirma, lembrando que não há previsão de queda de preço em curto prazo.

Ele lembra que depois do Paraná, que produz 24% do feijão brasileiro, Minas Gerais é o segundo Estado produtor, responsável por 16% da produção nacional. O superintendente explica que, pelo fato de o feijão ser um alimento que faz parte da cultura do brasileiro, seu aumento pesa diretamente na alta da inflação.

Alternativa. Se alguém deseja substituir o feijão por outro produto mais barato, Albanez sugere a soja. "É um grão nutritivo que pode ser uma opção de consumo e com o preço mais em conta", aponta, exemplificando que enquanto a saca de 60 kg de feijão carioca está sendo vendida por R$ 120, a de soja custa R$ 33,50.

De um ano para o outro, o legume que mais teve o seu preço aumentado foi o tomate, que, em abril, ficou 58,7% mais caro se comparado com o seu preço em 2009. "O tomate sofre muita influência da chuva, que foi muito forte em São Paulo, principal produtor", observa o superintendente.

Alta da Selic foi para prevenir aumento de preços, diz Copom

Brasília. O Banco Central (BC) teve que agir de forma "incisiva" para evitar que a maior incerteza em relação à inflação, detectada no curto prazo, se propagasse para um horizonte mais longo. Essa foi a justificativa do Comitê de Política de Monetária (Copom) do BC para elevar, na semana passada, os juros básicos da economia (Selic) de 8,75% para 9,50% ao ano.

No mercado, a ata deixou muitas dúvidas sobre qual será o nível de aperto para a próxima reunião do Copom, em junho. Para os economistas, se por um lado a ata mostrou que a inflação é preocupante, de outro, deixa transparecer que um recrudescimento da crise na Europa possa reduzir a demanda por produtos brasileiros. Sem mercado externo, esses produtos poderiam ser vendidos no mercado interno, aliviando a inflação.

 

Fonte: O Tempo - MG  - Téo Scalioni

 


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