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autor Luiz Carlos
30/04/2010 09:59:13 - Atualizado em 30/04/2010 10:01:24 cadastre sua notícia/anúncio grátis

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O Primeiro Mundo é aqui!

\"\"Feira mostra que maquinários agrícolas de ponta já chegam antes ao Brasil do que ao Exterior

O abismo entre a tecnologia empregada no maquinário agrícola utilizado no Brasil e no Primeiro Mundo não existe mais. Com a atenção dispensada ao país pelo potencial de ser a grande fonte de alimentos e energia renovável internacional em um futuro próximo, os lançamentos de novos produtos e equipamentos passam a ser simultâneos e, em alguns casos, chegam até antes do que nos avançados mercados dos Estados Unidos e da Europa.

É o que pode ser visto, até hoje, na Agrishow em Ribeirão Preto (SP). A John Deere, por exemplo, apresenta uma plataforma para colher soja que, pela primeira vez, mesmo fabricada nas unidades norte-americanas, chega antes aos agricultores brasileiros.

- Os lançamentos passam a ocorrer junto e algumas vezes mais cedo do que na América do Norte - diz o diretor de vendas para o Brasil da John Deere, Paulo Hermann.

Hermann lembra que há não mais de uma década tratores e colheitadeiras apresentados aos agricultores brasileiros contavam com uma tecnologia empregada há até 20 anos nos EUA. A guinada tem como alicerces as projeções de organismos multilaterais estimam que, em 40 anos, a população global crescerá 50%, chegando a cerca de 9 bilhões de pessoas. E, nesse contexto, o Brasil será um dos únicos países que terão possibilidade de aumentar a produção de alimentos, tanto em área quanto em produtividade.

Especialista em máquinas agrícolas, o professor Luiz Fernando Coelho de Souza, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), entende que esse processo de avanço faz parte da "mundialização" dos grandes fabricantes fabricantes. Indústrias que hoje têm no Brasil não só unidades fabris, mas centros de pesquisa e desenvolvimento que cooperam para o aprimoramento tecnológico dos equipamentos e da eletrônica embarcada.

- Há 10 anos, uma máquina lançada nos EUA era simplificada para ser vendida no Brasil. Hoje, os nossos agricultores estão tão tecnificados quanto qualquer outro da Europa e dos EUA. Até a agricultura familiar tem acesso a uma tecnologia que há pouco não contava - diz Souza, também coordenador do Prêmio Gerdau Melhores da Terra, iniciativa considerada referência na área.

Outras marcas gigantes do mercado mundial como Massey Ferguson e New Holland também têm visão semelhante e agora apostam em sistemas de piloto automático em tratores e colheitadeiras.

- Mas estamos ainda aquém deles na popularização da tecnologia - observa Niumar Aurélio, da área de marketing de Soluções de Tecnologia avançada da Massey, que apresentou este ano de forma simultânea no Brasil e nos países desenvolvidos um sistema de posicionamento por satélite que pode ser guiado por equipamentos norte-americanos, europeus e russos, mais um avanço na agricultura de precisão

O vice-presidente da New Holland para a América Latina, Francesco Pallaro, observa que as máquinas comercializadas no Brasil têm a mesma tecnologia embarcada que os principais mercados e, no caso de equipamentos desenvolvidos no Exterior, mesmo quando há necessidade de uma tropicalização - adaptação das dimensões às condições de clima, solo e topografia do Brasil -, o processo ocorre de forma cada vez mais instantânea.

A francesa Kuhn, fabricante de implementos agrícolas instalada em Passo Fundo, segue regras semelhantes. O gerente de Engenharia da empresa, Diogo Serro, explica que a fase de desenvolvimento dos equipamentos é feita para os produtos saírem das fábricas do Brasil e da Europa adaptadas à realidade de todos os mercados onde a companhia atua.


 

Fonte: Zero Hora


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