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autor Luiz Carlos
29/04/2010 16:25:16 - Atualizado em 29/04/2010 16:25:16 cadastre sua notícia/anúncio grátis

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Pão francês pode ficar até 12,7% mais caro

Possível aumento é motivado pela entressafra de trigo no hemisfério sul e aumento nas importações.
Enquanto o impasse acerca da sobretaxa ao trigo e a vários outros produtos norte-americanos ainda persiste no governo federal, o preço do pão francês poderá sofrer reajuste, já a partir do próximo mês.

A possível elevação é impelida pelo período de entressafra do trigo no hemisfério sul, que acontece entre os meses de maio e junho.

Nesse período, a previsão é de que ocorra crescimento da importação dos trigos norte-americano e canadense, impulsionando o valor da saca dos atuais R$ 48 para R$ 55, um reajuste de 12,7%.

O aumento no valor da safra, entretanto, não implica, necessariamente, uma alta no preço do pão francês para o consumidor. De acordo com o presidente do Sindicato das Panificadoras e Confeitarias do Estado do Ceará (Sindpan), Ricardo Sales, é feita uma análise do valor da saca e de questões de mercado para, então, decidir se o reajuste afetará a população. Sales, porém, não descarta a majoração. "Existe a possibilidade, sim (de subida de preço). Mas ainda não há nada de concreto. Posso dizer que temos feito de tudo para segurar os valores", diz. Segundo ele, são comuns as elevações no valor da saca nessa época.

"Historicamente, nessa entressafra, existe uma tendência de o trigo subir no mercado internacional. Normalmente, acontece no primeiro semestre. Mas, desde 2008, tem havido uma trégua. 2009, por exemplo, foi um ano em que houve supersafra", explica. Além da iminência do aumento proporcionado pela entressafra, outro fator que pode exercer influência sobre o preço do popular pãozinho é a possível elevação de 30% na tarifa de importação imposta pela Câmara de Comércio Exterior (Camex) ao trigo norte-americano, como retaliação comercial aos subsídios ao algodão impostos pelos EUA.

"Vamos aguardar"

Para o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (Abip), Alexandre Pereira, não há motivo para preocupação. "Não vai encarecer nada. Vamos aguardar. O governo brasileiro é o primeiro a não querer aumentar o custo do produto. Há outros países para se importar", diz. O peso da sobretaxa no valor do pão francês, no entanto, não será imediato, pois o início da aplicação das retaliações aos EUA foi adiado em 60 dias pelo Brasil. Nesse período, segundo a Câmara de Comércio Exterior, os países continuarão a negociar uma solução para evitar a retaliação. Na última semana, o governo norte-americano assumiu o compromisso de criar um fundo de US$ 147 milhões para compensar produtores brasileiros de algodão.
 

Fonte: Diário do Nordeste


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