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autor Dhiones
27/04/2010 16:41:28 - Atualizado em 27/04/2010 17:03:12 cadastre sua notícia/anúncio grátis

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Demanda aquecida por colheitadeiras para cana no país

\"\"A entrada de grupos fortemente capitalizados no segmento sucroalcooleiro, aliada à necessidade das usinas de antecipar a colheita na nova safra, fez explodir a demanda por colheitadeiras de cana no país. As empresas de máquinas falam em vendas de 30% a 60% maiores do que em igual período de 2009. A multiplicação de encomendas vem exigindo das indústrias de base desde turnos aos sábados até a importação de peças por avião, ainda que o frete aéreo seja mais caro que o marítimo.

O fato é que, com a retomada de financiamentos e os investimentos em projetos novos ou em expansões, as indústrias de máquinas agrícolas vislumbram um forte 2010. A expectativa é que, no total, sejam vendidas 1,2 mil colheitadeiras de cana este ano, ante as 970 de 2009. Mas, como esse aquecimento veio concentrado, agora há atrasos de entregas. As indústrias de base relutam em admitir, mas, segundo usinas, o problema é generalizado e atinge também o segmento de peças de reposição.

"Temos colheitadeiras paradas por falta de pneus e outras peças", diz Jaime Stupiello, diretor agrícola da Açúcar Guarani, pertencente à francesa Tereos e um dos maiores grupos sucroalcooleiros do país. "O ideal é que as indústrias definam seus pedidos entre setembro e outubro. Mas muitas nos retornaram apenas em janeiro e fevereiro", afirma Cesar Di Luca, diretor-comercial da Case, marca de máquinas da CNH, do grupo Fiat.

Ele explica que a demanda está tão intensa que a empresa precisou pagar frete aéreo para trazer os motores que normalmente importa via transporte marítimo, com um custo de frete mais de 100% superior. As entregas no primeiro trimestre de 2010 foram 67% maiores do que nos primeiros três meses de 2009. Assim, diz Di Luca, no segundo trimestre a atividade da fábrica de colheitadeiras de cana da empresa em Piracicaba (SP) deverá ser tão febril quanto nos últimos meses, quando o normal seria um arrefecimento depois de abril.

"Todas as indústrias juntas costumam entregar de 50% a 55% do volume do ano no primeiro trimestre, antes do início da safra. No ano passado, foram 450 colheitadeiras. Neste ano, foram 600 unidades. Por isso, parte será entregue no segundo trimestre", diz ele. A unidade piracicabana da Case, que tem capacidade para fabricar cinco colheitadeiras de cana por dia, está operando em um único turno de produção. Não é simples implantar um segundo turno, pois não há nos fornecedores de peças condição de aumentar do dia para a noite a escala de produção.

"Mas, mais à frente, poderemos produzir alguns componentes importados na fábrica de Sorocaba, que atende outro segmento de negócio da empresa, o de grãos. Seria uma alternativa", diz Di Luca.

Werner Santos, diretor de vendas da americana John Deere no Brasil, explica que a antecipação da moagem foi determinante para o aquecimento das encomendas de colheitadeiras de cana no primeiro trimestre, além dos pedidos de última hora. "Foram vendas 30% maiores do que em igual período de 2009". A fábrica da John Deere está trabalhando com 100% da capacidade, percentual que foi de 80% em igual época de 2009.

Para ele, o fato de grandes grupos, inclusive estrangeiros, terem assumido o controle de usinas importantes colaborou para o aumento das vendas. "Para o setor sucroalcooleiro, sobretudo o mais capitalizado e profissionalizado, mecanizar a colheita não é somente atender a uma demanda ambiental, mas significa cortar custos e ganhar eficiência", diz Santos.

Case e John Deere, bem representadas na feira Agrishow, que começou ontem em Ribeirão Preto (SP), dominam o mercado de colheitadeiras de cana no país. Em 2008 o "market share" da Case era de 52%, mas caiu para 45% em 2009 com o lançamento de um modelo da John Deere. No primeiro trimestre deste ano subiu para 61%, após dois modelos terem sido lançados em setembro.

 

Fonte: Valor Econômico - Fabiana Batista


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