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autor Luiz Carlos
26/04/2010 10:32:03 - Atualizado em 26/04/2010 10:32:03 cadastre sua notícia/anúncio grátis

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Cultivo de sementes não sofre impacto da estiagem de abril

Ao contrário das lavouras de grãos, ciclo das gramíneas se adaptou bem.

Enquanto o milho já registra perdas de 15% com o prolongamento da estiagem em Mato Grosso, as forrageiras (sementes para pastagens) vêm demonstrando boa tolerância à seca e as plantações estão praticamente intactas. “Não temos ainda registro de perdas, pois as forrageiras são mais tolerantes e resistentes ao calor e à estiagem”, explica Clayton Bortolini, pesquisador da Fundação Rio Verde.

Segundo ele, mesmo que a estiagem continue por mais alguns dias, a perda nas pastagens mato-grossenses será mínima. “A semente plantada em novembro e dezembro já está praticamente pronta”, diz, lembrando que a planta tem um sistema radicular (raízes) muito consistente e não sofre tanto quanto à cultura de grãos.

Os agrônomos classificam 16 gramíneas quanto à tolerância à seca. O estudo aponta que o capim buffelgrass (cenchrus ciliaris) foi a única gramínea que teve "muito boa" tolerância à seca, ao passo que o anogon (anogon gayanus), o quicuio da amazônia (brachiaria humidícula), o capim de rhodes (chloris gayana) e "green panic" de paniam maximum, o paspalum plicatulum e a setaria anceps apresentaram "boa" tolerância.

As oito gramíneas restantes apresentaram apenas de "razoável" à "fraca" tolerância à seca. Enquanto a makueni e "green panic" foram considerados de "boa" tolerância, o capim colonião foi apenas "razoável", mostrando uma variação genética dentro da espécie maximum para tolerância à seca. Entretanto, outros citam o colonião como de "boa" tolerância à seca.

Em Mato Grosso, as variedades de sementes mais utilizadas em pastagens são brachiaria humidícula, anogon e colonião, todas apresentando bom nível de tolerância na região.

Sorgo e Milho – Ao contrário das sementes de forrageiras, as culturas de grãos vêm sofrendo bastante com a seca no Estado. Já são mais de 20 dias sem chuvas nas regiões produtoras, colocando o setor em alerta.

Culturas de segunda safra ameaçadas pela estiagem no Estado são o sorgo, girassol, algodão e o milho.

Clayton Bortolini, da Fundação Rio Verde, adverte que se não chover até o final do mês, a quebra na safra de milho, que já está em 15%, poderá saltar para 30%, mesmo que chova em maio. “Se não der nenhuma chuva, a perda poderá ficar entre 35% e 40%”. Segundo ele, a chuva “parou muito cedo este ano em Mato Grosso”.

Ele diz que, no caso do sorgo, que é ainda uma cultura pouco expressiva no contexto geral da safra devido ao crescimento da área plantada de milho - que este ano pulou para 2,60 milhões de hectares – também pode ocorrer quebra.

Bortolini acredita que o sorgo deve ocupar uma área em torno de 400 mil hectares na atual safra. Segundo o pesquisador, o principal mercado de consumo de sorgo é a de ração animal. “Com as agroindústrias em expansão, a tendência é esta cultura crescer nos próximos anos”, prevê.

Algodão – Para o pesquisador Fabiano Siqueri, da Fundação Mato Grosso (FMT), ainda é cedo para quantificar o volume da quebra de produção de algodão. “Precisamos saber a extensão da seca, até quando ela vai se prolongar. No momento notamos que as plantações estão sofrendo com a falta de chuvas. Porém, como a colheita começa dentro de 30 dias e vai até agosto, o cenário ainda pode apresentar surpresas”.

Siqueri lembra que o algodão plantado mais cedo – e que foi beneficiado com as chuvas de verão - sofre menos. “Com a pluma aberta, agora não pode haver excesso de chuvas. Entretanto, a semente plantada por último precisa de chuva para concluir o seu desenvolvimento”, lembra.

 

 

Fonte: Diário de Cuiabá


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