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autor Luiz Carlos
26/04/2010 10:24:18 - Atualizado em 26/04/2010 10:24:51 cadastre sua notícia/anúncio grátis

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Após queda, boi tende a se firmar

Depois de a arroba do boi gordo bater R$ 82,00 em São Paulo no começo deste mês, o mercado físico perdeu força e fechou a última semana negociado entre R$ 80,00 e R$ 81,00. A razão para o arrefecimento foi o período de estiagem, que elevou a oferta, e a concorrência com a sempre mais barata carne de frango, segundo analistas.

"O preço [da carne bovina] subiu e bateu no consumidor", observa José Vicente Ferraz, da Agra FNP. Segundo ele, a alta da arroba do início do mês chegou ao atacado e com isso o frango, que tem preço menor, ficou mais atrativo.

Seguindo o mercado de boi gordo, o atacado de carne bovina também já perdeu força. De acordo com a Scot Consultoria, o quilo do dianteiro avulso bateu R$ 4,40 no atacado no dia 9 deste mês. Na sexta-feira passada, foi cotado a R$ 4,00 em São Paulo.

Ferraz afirma que o período de cerca de 15 dias sem chuvas já foi suficiente para elevar as ofertas de gado para abate. "Acendeu a luz amarela para o pecuarista que vendeu animais para aliviar a pastagem", explica.

Além da estiagem, a própria alta do boi gordo estimulou as vendas, afirma Alcides Torres, da Scot Consultoria. Ele acrescenta que outro fator de pressão é a época do mês. "Nos últimos dias do mês, cai o consumo".

Mas tinto Torres quanto Ferraz acreditam que o mercado de boi gordo tende a ficar firme no curto prazo porque não há possibilidade de a oferta de gado para abate crescer muito. "Não existe rebanho suficiente para uma bolha de oferta em maio", diz Torres.

Na avaliação de Ferraz, no fim do próximo mês pode haver alguma desova de animais por causa do frio, mas o fato é que o rebanho ainda não se recompôs e a oferta só deve estar equilibrada novamente do fim deste ano para o início de 2011.

Se no boi a expectativa é de firmeza, a tendência é de um esfriamento no mercado de frango, afirma Oto Xavier, da Jox Assessoria Agropecuária, por causa do excesso de oferta. Em decorrência disso, o quilo do frango vivo caiu R$ 0,10 em um mês, para R$ 1,40 na sexta-feira. No médio atacado, o frango resfriado ficou praticamente estável em um mês, saindo de R$ 2,25 para R$ 2,23 o quilo, segundo a Jox.

"O brasileiro está comendo mais frango", diz Xavier, concordando que a proteína tem atraído mais consumidores por ser mais competitiva que a carne bovina. (Alda do Amaral Rocha).

 

 

Fonte: Valor Econômico


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