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autor Luiz Carlos
15/04/2010 15:56:14 - Atualizado em 15/04/2010 15:57:09 cadastre sua notícia/anúncio grátis

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Previsões indicam aumento no consumo de produtos avícolas

\"\"Nos próximos 10 anos, mais da metade do consumo total de carnes no Brasil, deve ultrapassar a margem de 46,8%, será de frango, restando à carne bovina a participação de 35,3% e à suína 14,6%. Esta é a conclusão de estudos realizados pela Assessoria de Gestão Estratégica (AGE) do Ministério da Agricultura. O órgão estima ainda para esse ano um consumo superior a 16,8 milhões de toneladas de carnes em geral (bovina, suína e de frango).  O maior volume será de carne de frango que até 2020, deve ter um crescimento anual de consumo na ordem de 3,23%, e de produção de 3,64%.

O crescimento do mercado interno - reflexo do bom desempenho da economia e que tem permitido maior acesso da população a mais produtos - é esperado pela Indústria Avícola Nacional, bem como a retomada nas exportações, alavancadas por países emergentes como a China e a Índia.  Porém o setor tem um desafio à frente: aumentar ainda mais a produção para atender à crescente demanda, e enfrentar a falta de mão de obra no setor frigorífico, atualmente o maior entrave ao crescimento do segmento. 

Para acompanhar este crescimento a Indústria Avícola Brasileira está se modernizando com a implantação de tecnologias capazes de agregar valor aos seus produtos.  A automação das suas linhas de produção tem sido o grande diferencial nos últimos anos. De acordo com Marcelo Machado, CEO da Marel Food Systems no MERCOSUL - multinacional especializada na fabricação de equipamentos de processamento inteligentes e de soluções para a indústria frigorífica – esta implantação de conceitos modernos aos frigoríficos de aves brasileiros teve início com a crescente escassez de mão de obra e deve se fortalecer com a necessidade de aumento da produção. “Os frigoríficos de aves do Brasil estão entre os mais produtivos do mundo, porém a automação interna não conseguiu alcançar o mesmo ritmo do aumento da produção’, afirma Machado. 

Para o executivo, a demora no avanço tecnológico do setor tem como resultado um fluxo de produção complexo e pouco eficiente comparado ao que já pode ser encontrado em outros países. “O Brasil ainda faz o emprego inadequado da mão de obra para o transporte interno de matéria prima entre um processo e outro”. Machado afirma que a manipulação excessiva aumenta os riscos do processo como um todo. Isso faz com que a indústria caminhe a passos curtos principalmente no que diz respeito às determinações da Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC) – sistema desenvolvido para garantir a produção de alimentos seguros à saúde do consumidor, justifica Machado. 

A APPCC é reconhecida por organismos internacionais como OMC (Organização Mundial do Comércio), FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) e OMS (Organização Mundial de Saúde) e exigido pela Comunidade Européia a pelos Estados Unidos. Com a automação de algumas etapas do processo nas Indústrias Frigoríficas, é possível que o Brasil abra as portas para um mercado de exportação de carnes de aproximadamente US$ 20 bilhões. “Atualmente este mercado está fechado para nosso país, principalmente devido às barreiras sanitárias”. 

De acordo com Machado, apesar das deficiências da indústria, esta realidade não está longe. Hoje, o Brasil já conta com a automação nas etapas de processamento primário e os processos finais como cortes de porções, congelamento IQF e embalagem estão caminhando rapidamente. “O problema principal está no processamento secundário, onde toda a matéria prima resultante dos cortes primários é transportada por esteiras até os equipamentos automáticos de classificação, que por sua vez, pesam, classificam e distribuem os produtos”, afirma o CEO.  Ele explica que neste ponto se faz necessário um bom sistema integrado que conecte os sistemas de classificação às centrais de controle de produção. Desta forma, o fluxo 100% automatizado pode ser útil no transporte e no uso da matéria-prima, para que sejam embaladas em bandejas com peso fixo, preenchidos combos com produtos de tamanhos pré-selecionados ou ainda, direcionar a matéria-prima de um determinado tamanho para outras áreas de corte ou de processamento.



Fonte: Avicultura Industrial


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