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autor Luiz Carlos
12/04/2010 16:04:55 - Atualizado em 12/04/2010 16:06:57 cadastre sua notícia/anúncio grátis

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Cachaça ecológica quer ganhar o mundo

\"\"A cachaça capixaba ficou verde. Essa nova característica se deve a uma licença ambiental concedida a 65 produtores do Estado. Com esse documento, os donos dos "alambiques verdes" têm mais facilidade em conseguir empréstimos bancários, mais segurança no manejo da cultura, são ambientalmente corretos e agregaram valor ao produto, até mesmo para exportação.

Para conseguir a licença, os produtores fizeram as adequações necessárias nas propriedades para reduzir os impactos causados pela atividade ao meio ambiente e às pessoas. A entrega dos documentos será feita amanhã, pela Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), no Hortomercado, em Vitória.

E o esmero com esses produtores não é à toa. A atividade emprega, no Estado, cinco mil pessoas. O setor tem um giro financeiro anual em torno dos R$ 30 milhões anuais. A tendência é que esses números, que já são bastante positivos, é crescer, segundo o presidente da Secretaria de Agricultura do Estado, Enio Bergoli.

"A qualidade da cachaça capixaba evoluiu muito nos últimos anos. O produto já é reconhecido em muitas partes do Brasil. Trabalhando a sustentabilidade da produção, com manejo adequado e comprometimento ambiental, fica muito mais simples, por exemplo, exportar".

O consumidor externo, explica Bérgoli, busca muito mais do que um produto, mas um conceito. "Ter respeito social e ambiental é um passo muito importante para chegarmos a outros mercados".

As vantagens da produção ambientalmente sustentável vai além da venda para outros países. O produtor tem acesso mais fácil às linhas de crédito bancárias, que se traduz em investimentos, que gera emprego. Enfim, é um círculo virtuoso que se inicia com o licenciamento, como explica o engenheiro agrônomo do Idaf, Paulo Esteves.

Bom para todos

"Há uma série de vantagens na obtenção da licença, como a sustentabilidade dos empreendimentos e da propriedade e também o acesso a créditos e financiamentos rurais, uma vez que o licenciamento é um pré-requisito para a liberação de recursos. Além disso, o mercado reconhece e valoriza cada vez mais as organizações e estabelecimentos ambientalmente corretos" afirma ele.

O presidente da Associação Capixaba de Produtores de Cachaça de Qualidade, Paulo Roberto Dias Soares, afirma que este será um grande avanço para o setor, que tem buscado a legalidade.

"A fabricação de aguardente é uma atividade que gera muitos resíduos. Por isso, nós entendemos a importância das orientações do Idaf, para que possamos produzir de uma forma ecologicamente adequada. Podemos dizer que, além do meio ambiente, nós também estamos ganhando, pois teremos uma cachaça diferenciada no Espírito Santo, agregando valor ao produto e possibilitando o acesso a novos mercados, tanto nacional como internacional" afirma ele.

O diretor-presidente do Idaf, Aladim Fernando Cerqueira, explica que o processo teve a atuação dos produtores, por meio dos seus representantes, que participaram de debates e reuniões para a construção conjunta do TCA, no qual foram definidas as condições técnicas e as medidas necessárias para a regularização.

"É importante ressaltarmos que a legalidade promove, também, a cidadania destas pessoas, que estão tendo a oportunidade de tirar seus alambiques da clandestinidade. Para isso houve a desburocratização dos procedimentos, mas sem ceder nas exigências ambientais" disse o diretor.

 

Fonte: A GAZETA - ES


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