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autor Luiz Carlos
12/04/2010 14:56:45 - Atualizado em 12/04/2010 14:57:32 cadastre sua notícia/anúncio grátis

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Amaciaram o contencioso do algodão

Uma dimensão do atual peso político-econômico do Brasil na comunidade internacional foi dada na semana passada com o recuo dos EUA na questão dos subsídios do algodão

\"\"Os americanos propuseram a suspensão imediata dos subsídios a seus produtores. Ainda ofereceram um fundo com investimentos de US$ 147,3 milhões anuais na atividade algodoeira brasileira e reconheceram Santa Catarina como área livre de febre aftosa sem vacinação, possibilitando a exportação de carne suína. Embora longe do desfecho ideal para essa guerra que já dura quase uma década, o aceno dos EUA corresponde a um avanço significativo. Até aqui, apesar do reconhecimento dos direitos brasileiros pela OMC - que autorizou retaliações da ordem de US$ 830 milhões, inclusive com quebra de patentes -, as autoridades daquele país evitavam levar adiante qualquer negociação que representasse perdas para seus agricultores. Mudaram de tom devido à projeção da liderança brasileira entre os chamados países pobres, temendo uma avalanche de outros processos paralelos.

 

A celebração do acordo está ainda no estágio de pré-entendimento, mas já levou o Brasil a se decidir pelo adiamento das medidas punitivas contra o parceiro. A vitória indiscutível na querela comercial é mais um tento da política externa da administração Lula. Reveste-se de uma importância ainda maior dado o fato de que este é um contencioso pendente desde o governo anterior, de Fernando Henrique. O objetivo brasileiro nunca foi o da retaliação, mas o País estava sendo levado a isso até a data limite, que ocorreria nos próximos dias. A tática bem-sucedida para se chegar a um acordo começou com uma ameaça no campo da quebra de patentes farmacêuticas. A indústria de remédios americana é fortíssima e o receio de altos prejuízos levou os laboratórios a uma pressão junto às autoridades para que saísse um entendimento. Naturalmente os custos políticos dentro do Congresso americano, onde existe um forte lobby de produtores para manter vantagens comerciais, não serão pequenos. Mas, para os negociadores de lá, mais complicado seria enfrentar os riscos de ter um país do tamanho do Brasil em confronto aberto. Não é possível mais desconsiderar o peso relativo de uma briga com esse parceiro.

 

Fonte: Isto é Dinheiro


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