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autor Luiz Carlos
09/04/2010 11:50:09 - Atualizado em 09/04/2010 11:51:29 cadastre sua notícia/anúncio grátis

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Mercado lento: frigoríficos precisaram elevar suas ofertas

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A demanda interna e externa por carne bovina pode ser considerada firme, as chuvas ainda não cessaram e os pastos seguem bons, a reposição continua cara, as escalas não evoluem como os compradores desejam e os produtores mantêm suas expectativas de novas altas nos preços da arroba. Diante desse fatores, nesta semana a arroba do boi gordo voltou a subir nas principais praças pecuárias do país.

Nesta quarta-feira (07/04), o indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista foi cotado a R$ 83,21/@, com valorização de 1,49% na semana. O indicador a prazo subiu para R$ 84,23/@, registrando alta de 1,63% no período analisado (31/03 a 07/04).

No mercado físico, compradores de todo o país têm reportado dificuldade para adquirir lotes de boi gordo. Como já comentamos à algumas semanas, em São Paulo os frigoríficos estão recorrendo à compra de animais de Estados vizinhos para conseguir completar suas escalas, o problema é que com o aumento da procura os preços da arroba em Mato Grosso do Sul, Goiás e Minas Gerais estão subindo quase que diariamente.

Frigoríficos consultados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada - Esalq/USP (Cepea) têm se mostrado preocupados com o atual cenário que envolve as aquisições de animais para abate e a venda de carne. Segundo divulgou o Cepea, "agentes da indústria comentam haver forte dificuldade no preenchimento das escalas, mesmo ofertando preços maiores aos pecuaristas. Na venda da carne, por sua vez, frigoríficos têm conseguido repassar os aumentos, mas temem que a aceitação do consumidor esteja próxima do limite".

Segundo o Boletim Intercarnes, as ofertas de carne com osso permanecem enxutas confirmando as expectativas e devem continuar assim no curto prazo, visto que as ofertas de animais para abates continuam bastante retraídas. A demanda segue a níveis apenas regulares, pois as vendas do varejo já sinalizam retração em função da constante alta de preços. A tendências para os próximos dias é de manutenção dos preços atuais com uma possível pressão de alta já que o volume de ofertas não sinaliza recuperação no curto prazo.

No atacado, o traseiro foi cotado a R$ 6,50, o dianteiro a R$ 4,50 e a ponta de agulha a R$ 4,10. O equivalente físico teve valorização de 1,88% na semana, sendo calculado em R$ 81,12/@. O spread (diferença) entre indicador e equivalente recuou para R$ 2,09/@. Vale ressaltar que quanto menor o spread melhores devem ser as margens do frigorífico.


No mercado futuro, enquanto os contratos com vencimentos mais próximos (abril, maio e junho) apresentaram variação positiva, os contratos que vencem no segundo semestre registraram retração durante a semana. Abril/10 terminou o pregão de quarta-feira (07/04) valendo R$ 83,80/@, com alta de R$ 0,80 na semana. Maio/10 teve valorização de R$ 0,50 na semana, fechando a R$ 83,35/@. Os contratos que vencem em outubro/10 tiveram recuo de R$ 0,83 no período analisado, fechando a R$ 87,04/@ na última quarta-feira.

Nesta terça-feira, foi negociado na Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM) o primeiro lote de bovinos através do Sistema de "Leilão Eletrônico". Segundo a BBM, foi vendido um lote 432 arrobas, referente a 32 fêmeas de cruzamento industrial, no Estado do Mato Grosso do Sul, ao preço de R$ 71,82/@.

O pagamento é a vista e o prazo previsto para retirada dos animais é de três dias. O negócio será liquidado através do sistema de compensação da Bolsa Brasileira de Mercadorias após a emissão do romaneio de conferencia dos pesos pelo Frigorífico.

Para as corretoras envolvidas na operação esse negócio representa um marco histórico do início de uma nova fase da negociação de bovinos no Brasil, em um ambiente eletrônico com total segurança as partes envolvidas e transparência na formação do preço.

As exportações do agronegócio, no último mês, registraram recorde para os meses de março da série histórica da balança comercial: US$ 6,011 bilhões. Esse valor é 25,5% superior ao do mesmo período de 2009 e foi puxado pelo incremento dos embarques de produtos florestais (62,1%), complexo soja (18,3%), complexo sucroalcooleiro (48%), carnes (24,8%), café (26,2%) e couros e seus produtos (59,6%).

O superávit registrado no mês alcançou US$ 4,872 bilhões. "Esse resultado mostra, mais uma vez, a importância do agronegócio brasileiro como gerador de superávit comercial e, sobretudo, a pujança do setor", frisou o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wagner Rossi.

O valor do primeiro trimestre também é recorde para esse período. Entre janeiro e março de 2010, as exportações totalizaram US$ 14,490 bilhões, o que significou crescimento 15% em relação ao valor exportado na mesma época, em 2009. Além disso, o resultado dos três primeiros meses deste ano superou em 4% o valor registrado no primeiro trimestre de 2008, ano anterior à crise econômica financeira.

As receitas de exportação de carne bovina in natura continuam retomando crescimento. Em março os exportadores brasileiros enviaram ao exterior 80.200 toneladas de carne bovina in natura, responsáveis pela receita de US$ 292,5 milhões.

Em relação aos resultados de fevereiro passado a receita cresceu 10,36% e o volume exportado teve aumento de 7,92%.

Na comparação com o mesmo período de 2009, o volume apresentou retração de 2,36%, porém a receita foi 25,20% maior. O preço médio da carne bovina in natura exportada também cresceu, registrando valorização de 28,23% em relação ao valor apurado em março de 2009.

Depois de sete anos de disputa na Organização Mundial de Comércio (OMC), os Estados Unidos finalmente se comprometeram formalmente a reduzir subsídios ilegais concedidos a seus produtores de algodão, conceder compensações aos produtores brasileiros prejudicados pela política agrícola americana e negociar maneiras de eliminar esses subsídios contestados pelo Brasil. A proposta foi apresentada ontem pelo governo americano e levou o governo brasileiro a suspender a aplicação de sanções contra mercadorias dos EUA, que começariam amanhã.

"Foi uma negociação muito positiva", comentou o diretor do Departamento Comercial do Itamaraty, Carlos Márcio Cozendey, ao avaliar a pressão exercida nos últimos dias sobre o governo americano para que apresentasse uma proposta de negociação. Os dois países têm até junho para chegar a um acordo. O ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, disse ter esperanças de entendimento, baseado na "nova atitude" mostrada nas reuniões técnicas em Brasília e, por telefone, pelo representante comercial dos EUA, Ron Kirk.

Os americanos se comprometeram a, nos próximos 15 dias, paralisar a concessão de subsídios em seu programa de garantia de créditos à exportação, e retomar esse programa com níveis bem reduzidos de subsídios, enquanto discutem com o Brasil uma fórmula aceitável de concessão desses benefícios aos produtores.

Além disso, para compensar a demora na extinção dos subsídios considerados ilegais pela OMC, os EUA acelerarão as autorizações sanitárias para importação de carne bovina e suína do Brasil e formarão um fundo de US$ 147,3 milhões anuais para financiar programas de apoio aos produtores de algodão, com transferência de tecnologia, combate a pragas e até projetos de cooperação com produtores de algodão prejudicados pelos Estados Unidos na África.

Segundo explicou a secretária-executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex), Lytha Spíndola, o governo suspenderá até o dia 21 as sanções (aumento de tarifas de importação) já anunciadas contra 102 produtos americanos, de automóveis a trigo. O prazo servirá para permitir que os americanos, de fato, suspendam o subsídio, criem o novo fundo, emitam certificado liberando importação de carne suína e assegurem que a carne bovina de Santa Catarina é livre de febre aftosa sem vacina.

O ministro Celso Amorim (Relações Exteriores) afirmou ontem que a posição de "firmeza" do Brasil contra os subsídios norte-americanos aos produtores de algodão forçou os EUA a enfim iniciarem uma negociação séria sobre o assunto.

Os pecuaristas brasileiros estão festejando a cláusula que reconhece Santa Catarina como uma região livre de febre aftosa. Na realidade, quase inexiste uma produção de carne bovina no Estado. Mas o que pode ter sido usado pelos americanos como um lance inócuo apenas para demonstrar esforço em chegar a um entendimento acabou abrindo uma porta para que os artigos brasileiros alcancem o mercado dos EUA, até agora fechado para a carne in natura.

"Onde passa um boi passa uma boiada", diz José Mário Schreiner, presidente da Faeg (Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás).

"Agora, os americanos não vão mais ter argumentos sanitários para barrar as compras de bovinos brasileiros. Se estão aceitando esse Estado, têm que aceitar os demais. Seria uma maravilha", explica Otávio Cançado, diretor executivo da Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne). No ano passado, os EUA importaram cerca de US$ 4 bilhões em carne, praticamente o total do volume exportado pelo Brasil, no período, para 180 países.

Funrural

O advogado João Felipe Dinamarco Lemos, informou que o Sindicato Rural de Morro Agudo/SP obteve liminar em mandado de segurança coletivo, que suspende a exigibilidade da contribuição ao Funrural incidente sobre a produção de seus filiados.

Segundo ele, "de acordo com a liminar concedida pelo Juiz da 3ª Vara Federal da Subseção Judiciária em Franca/SP, Dr. Marcelo Duarte da Silva, os representados do sindicato-impetrante estão autorizados a deixar de recolher as contribuições à seguridade social sobre a comercialização de sua produção".

A liminar, contudo, não garante a devolução dos valores já recolhidos. O advogado do Sindicato esclarece que a ação somente suspendeu a incidência da contribuição em relação à comercialização futura da produção rural dos filiados ao sindicato, obstando que os adquirentes da produção descontem 2,1% à título de Funrural. A repetição dos valores indevidamente recolhidos nos últimos dez anos deverá ser requerida em ação própria ajuizada individualmente por cada produtor.


Frigoríficos divulgam resultados do cadastramento de fornecedores

A Marfrig Alimentos S.A divulgou os dados do Monitoramento Socioambiental no Bioma Amazônico, entregue ao Greenpeace, em reunião na sede da ABIEC, em São Paulo (SP). Apesar de sua produção representar apenas 7% do total de bovinos abatidos dentro da Amazônia Legal (dados da Abiec referentes a 2009), a Marfrig Alimentos S/A já monitora a origem de mais de 80% da produção de suas 4 unidades na Amazônia Legal - Paranatinga e Tangará da Serra (MT) e Chupinguaia e Ariquemes (RO).


Em resumo, a Marfrig está monitorando na Amazônia Legal:
• 100% dos seus fornecedores quanto às Áreas Embargadas pelo IBAMA
• 100% dos seus fornecedores quanto aos Conflitos em Áreas Indígenas
• 100% dos seus fornecedores quanto ao Trabalho Escravo
•  80% da originação de animais quanto às Áreas de Conservação
•      80% da originação de animais quanto ao Desmatamento

No momento, 108 fornecedores cadastrados na Marfrig oriundos da Amazônia Legal estão impedidos de comercializar produtos com a Empresa até que sua situação seja regularizada, sendo:
• 97 fornecedores por constar na lista do IBAMA.
• 7 fornecedores por irregularidades em áreas de conservação.
• 2 fornecedores por constar na lista do Ministério do Trabalho
• 2 fornecedores por conflitos em áreas indígenas

Seis meses depois de terem assinado com o Greenpeace compromisso público de não aceitar gado de fornecedores envolvidos com o desmatamento da Amazônia, os três principais frigoríficos do País - JBS Friboi, Marfrig e Minerva - apresentaram resultados menores do que o acordado com a organização não-governamental e pediram mais três meses para cumprir parte do prometido inicialmente.

Segundo o diretor da campanha Amazônia do Greenpeace, Paulo Adario, com os dados recolhidos pelas empresas ainda não é possível realizar o monitoramento das fazendas fornecedoras de boi gordo e, como consequência, garantir que as indústrias não estão comprando matéria-prima de áreas desmatadas.

Pelo acordo assinado entre os frigoríficos e o Greenpeace em outubro do ano passado, as empresas se obrigaram "a comprovar de forma monitorável, verificável e reportável que nenhuma propriedade rural fornecedora direta de bois para abate (fazenda de engorda) e que tenha desmatado no bioma Amazônia (...) faz parte de sua lista de suprimento".

De acordo com Adario, para tornar viável o monitoramento por satélite é preciso que as empresas tenham as propriedades mapeadas, o que significa saber a localização exata e os limites das fazendas.

Em reunião com o Greenpeace realizada na segunda-feira, 6, Marfrig e Minerva conseguiram apresentar avanços significativos no número de fazendas cadastradas, mas não mapeadas. Com o cadastramento, os frigoríficos conhecem o chamado "ponto de curral", mas não sabem o perímetro exato da propriedade.

"Ter o cadastro não é suficiente para realizar o monitoramento, mas o trabalho feito pelas empresas até agora não é desprezível. O ponto é que, se houver desmatamento em uma determinada região, apenas com o cadastro não é possível apontar quem foi o responsável. É preciso ter o posicionamento exato de cada fazenda", explicou o diretor do Greenpeace.

Para completar os cadastros, Marfrig, JBS e Minerva pediram mais três meses ao Greenpeace. As empresas também prometeram ter os mapas em novembro. "Acredito que no final do ano será possível realizar o monitoramento das propriedades", afirmou o advogado Marcelo Scaff Padilha, do escritório De Vivo Advocacia, que representa o Minerva no caso do Greenpeace. Segundo ele, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) estuda a contratação de uma empresa especializada em monitoramento
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Código Florestal

Parlamentares e ONGs ambientalistas elevaram o tom das críticas ao governo federal na tentativa de brecar alterações na legislação ambiental propostas pela bancada ruralista do Congresso.

Em debate no Senado, os ambientalistas cobraram ontem (06) do governo uma ação concreta contra o que consideram "desfiguração" do Código Florestal, em vigor desde 1965 e pediram uma orientação clara do Palácio do Planalto para evitar as mudanças nas regras ambientais por meio do adiamento das votações previstas para este ano.

Coordenador da Frente Ambientalista, o deputado Sarney Filho (PV-MA) afirmou que a nova lei vai "facilitar novos desmatamentos", e disse que votar no novo Código Florestal agora seria "irresponsabilidade" e anunciou a segunda etapa da campanha contra os ruralistas. "Quem contribuir para o desmatamento vai entrar na lista a partir de amanhã (hoje)", disse. O primeiro teste será a votação, no Senado, do Projeto de Lei Complementar nº 12, que tiraria poderes do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) e delegaria funções legislativas da União aos Estados. "Vamos marcar sob pressão, senão eles engolem a gente porque têm mais estrutura e defendem interesses muito específicos".

Os ruralistas se preparam para votar o relatório do novo Código Florestal na comissão especial criada para debater o assunto na Câmara e afirmam haver um acordo de lideranças para apressar o rito de tramitação do relatório. "Eles têm o direito de espernear. Mas, em 15 dias, vamos votar na comissão e depois aprovaremos no plenário com os líderes dos partidos", disse o deputado Moacir Micheletto (PMDB-PR), presidente da comissão especial."Quem debate são os partidos nanicos, o PSOL e o PV. Nos outros, todo mundo quer aprovar".

O relator do novo Código Florestal, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), ironiza a estratégia dos ambientalistas. "Eles achavam que era suficiente tomar café da manhã pago pela Coca-Cola, mas viram que terão que fazer bem mais que isso", criticou, em referência a um suposto patrocínio da multinacional à ONG Fundação SOS Mata Atlântica, líder da campanha "Exterminadores do Futuro".

No debate do Senado, as ONGs pediram aos líderes do governo uma ação para barrar votações da legislação ambiental "contaminadas" por questões eleitorais. "O governo precisa dizer claramente o que defende nesse debate. Quer um "programa de aquecimento climático" (PAC) e um Código Florestal 'flex'?", questionou o coordenador de Políticas Públicas da ONG Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), André Lima. "Vai haver um forte crescimento na demanda por carnes, etanol e soja. E essa conta não vai fechar", alertou.

Aldo Rebelo (PCdoB-SP) descartou o adiamento do debate para 2011 e anunciou que vai apresentar seu parecer até o fim deste mês. "Os ambientalistas têm todo tempo do mundo, os produtores rurais não têm. Os produtores têm uma safra todo ano para colher, portanto, eles não podem esperar", disse o parlamentar, após audiência pública realizada pela Comissão Especial do Código Florestal.


Fonte: André Camargo - Beefpoint


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