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autor Luiz Carlos
01/04/2010 17:49:28 - Atualizado em 01/04/2010 17:50:45 cadastre sua notícia/anúncio grátis

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Pesquisa do ipea aponta aumento na renda do trabalhador do campo

\"\"Segundo Ipea, renda da população rural no país cresceu quase 30% entre 2004 e 2008
 
Há 30 milhões de brasileiros em ocupações rurais e a agricultura familiar é principal fonte de sustento. Essa é uma das conclusões de uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), intitulada "PNAD 2008: setor rural", e divulgada nesta quinta-feira (01/04).
O estudo avaliou dados relativos à população rural de 2008 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), e também do Censo Demográfico 2006.
 
Geração de renda
A comparação entre os rendimentos da população rural e da cidade revela uma acentuada disparidade. A renda mensal domiciliar per capita da população rural é inferior à metade da renda do mesmo tipo verificada nos domicílios de área urbana. Entretanto, observa-se que a renda domiciliar per capita no campo teve elevação, em valores reais, de quase 30%, no período compreendido entre 2004 e 2008.
A distribuição dos rendimentos médios mensais da população economicamente ativa por região torna visíveis outros importantes traços de desigualdade, sobretudo quanto à diferença entre a renda no Nordeste – R$ 296, valor inferior ao salário mínimo, justamente na região onde é maior a proporção de pessoas vivendo em áreas rurais – e a média dos valores correspondentes nas demais regiões: R$ 578,75. A região Sul tem a maior renda média mensal, com R$ 633.
Além disso, dentro da população ocupada em atividades agrícolas, 43% dos trabalhadores não tinham rendimento e 25% ganhava até um salário mínimo.
Os dados sobre comercialização permitem constatar alguns aspectos relevantes do comportamento econômico da agricultura familiar. A grande maioria dos produtores efetua sua produção sem definir previamente seu destino. Mais de 70% dos agricultores não assumiram o compromisso de venda de alguma parte da produção. Apesar disso, quase 80% dos agricultores familiares venderam alguma parte do que produziram.
Cerca de 70% dos agricultores familiares detêm a propriedade da terra onde produzem. Por outro lado, ainda são consideráveis as formas precárias de acesso a terra (parceria, arrendamento, posse e cessão), que somam 30% do conjunto.
 
Educação
Os dados sobre educação evidenciam que a população rural continua menos favorecida que a urbana. A taxa de analfabetismo para pessoas acima de 15 anos é de 7,5% na zona urbana e de 23,5% na zona rural. Enquanto, nas cidades, 9% da população têm pouca ou nenhuma instrução, no campo, tal proporção ultrapassa 24%. Em outro extremo, a população mais escolarizada, acima de 11 anos de estudo, representa mais de 40% da população urbana e apenas 12,8% da população rural. A maioria da população do campo – 73% - não completou o ensino fundamental.
 
Saneamento
A PNAD mostra que a população rural ainda carece de serviços básicos de saneamento. Um terço dos domicílios rurais não possui água encanada, ao passo que, nas cidades, não atinge 3%.
Com relação à existência de banheiros, a situação melhora um pouco no campo: 80% dos domicílios possuem ao menos um banheiro ou sanitário, porém, se comparada com a zona urbana, há uma discrepância relevante, uma vez que nesta área quase cem por cento dos domicílios possuem banheiro.
 
Energia elétrica
Em 2004, 81% dos domicílios rurais eram atendidos por energia elétrica. Essa proporção, em 2008, foi para 91%, um crescimento de 12% em quatro anos. Trata-se de um ganho significativo e que pode ser atribuído, em boa medida, ao programa de eletrificação rural implementado pelo Governo Federal a partir de 2004.
Fonte: Globo Rural online


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