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autor Dhiones
31/03/2010 10:51:04 - Atualizado em 31/03/2010 10:52:37 cadastre sua notícia/anúncio grátis

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Oferta de ações da jbs poderá ser reduzida pela metade

A JBS ainda não divulgou o cronograma de início de sua oferta de ações, mas a operação já provoca preocupação no mercado. O jornal Valor Econômico apurou que os bancos estão com dificuldades de encontrar investidores interessados na operação, que prevê captação acima de R$ 3 bilhões. As possibilidades de cancelar a oferta ou até mesmo de reduzi-la pela metade estão sendo analisadas.

A empresa do setor de alimentos planeja lançar até 400 milhões de novas ações, valor máximo para que a holding FB Participações mantenha o controle da companhia, apesar de ver sua fatia diluída dos atuais 59% para 51%.

Em outras operações da JBS, o BNDES abraçou papel importante na capitalização da empresa, tanto que, neste momento, atingiu seu limite de participação. O banco tem 18,46% da companhia diretamente. E também possui 45% do fundo de participações PROT, que detém 8,67% dos papéis da JBS. Como outros 59% estão com FB, de fato circulam no mercado cerca de 12% das ações.

No dia em que a empresa registrou a oferta, a captação somaria perto de R$ 4 bilhões. Pelo fechamento de ontem (29) do papel, cairia para R$ 3,15 bilhões.

A ação da JBS recuou 22%, desde o início de março, quando o Valor relatou que a empresa havia admitido a investidores que poderia fazer a captação no Brasil, até o fechamento da sexta-feira, mínima do período. Ontem, o papel chegou a cair 2% durante o pregão, mas fechou com alta de 4,26%, a R$ 7,82 - em 24 de março, a JBS contratou um formador de mercado. A cotação, na casa dos R$ 7, está no menor patamar em seis meses e voltou a ficar abaixo do valor fixado na oferta inicial, em 2007, de R$ 8.

Diante da desvalorização, afirma um especialista, faz todo o sentido reduzir ou até mesmo cancelar a oferta, alegando as condições adversas de mercado. Mas há informações de que os bancos coordenadores, que são liderados pelo BTG Pactual, estão à procura de um investidor que seja uma espécie de âncora para a operação e fique com boa parte dela, substituindo assim o peso que o BNDES teve em outras captações da companhia.

As vendas na bolsa teriam sido detonadas por um fundo internacional que mantém fatia considerável em papéis da companhia e decidiu reduzir a posição. O investidor estaria desgostoso com alguns pontos da operação e da administração da companhia. Uma razão seria o fato de inicialmente o JBS ter afirmado que a oferta compreenderia uma parte secundária, em que o dinheiro iria para um ou mais integrantes das famílias Batista (JBS) ou Bertin, que dividem o comando da FB. A empresa já teria desistido dessa colocação.

Também causam descontentamento no mercado negócios que têm sido realizados pelo banco JBS, criado há pouco mais de um ano e que é da família Batista, com a empresa. O banco estaria descontando recebíveis dos fornecedores do JBS, antecipando os recursos com desconto maior do que as taxas de mercado. Os ganhos da instituição com essas operações, que fazem uso da base de clientes do JBS, vão para a família, uma vez que o banco é dos Batista e está dissociado da empresa. O Concórdia, que era o banco da Sadia, também fazia este tipo de operação, mas estava dentro da empresa.

Além dos recursos em si, que deverão ser usados para aumentar a distribuição direta da empresa no Brasil e nos Estados Unidos, a JBS precisa aumentar seu capital porque seu nível de endividamento atinge níveis pouco confortáveis. Avaliada em R$ 18 bilhões, ela tinha dívida líquida de R$ 9,5 bilhões ao fim de 2009.

Fonte: Ana Paula Ragazzi - jornal Valor Econômico,


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