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autor Luiz
21/03/2010 19:07:14 - Atualizado em 21/03/2010 19:07:14 cadastre sua notícia/anúncio grátis

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Stephanes: setor precisa de organização e propostas

Três personalidades do setor agropecuário brasileiro abriram os debates do Agrogestão 2010. O ministro da agricultura, pecuária e abastecimento, Reinhold Stephanes, o ex-ministro da agricultura e diretor da Fiesp, Roberto Rodrigues, e o ex-ministro de Estado do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, participaram do painel Tendências "Cenários Mundiais do Agronegócio e o futuro do Brasil, que foi mediado pelo jornalista, editor chefe e apresentador da Globo News, Guto Abranches.

Stephanes enfatizou a necessidade de organização e mobilização de todos os envolvidos com o agronegócio no Brasil e a maior participação do setor agrícola no processo de discussões e decisões nacionais. Para o ministro, é necessário criar uma agenda que apresente as principais bandeiras e propostas do agronegócio, inclusive para buscar o comprometimento das lideranças políticas, a exemplo de outras classes e entidades que se organizam em busca de um interesse comum. "A agricultura brasileira é um setor extremamente forte e dinâmico, alimenta a população brasileira inteira, exporta para mais de 180 países, hoje detém, praticamente, um quarto do mercado mundial, em termos de exportações, mas por outro lado é um setor que tem pouca organização e pouca participação no processo de debate e decisão das grandes questões nacionais", afirmou o ministro.

Sobre os debates nacionais, dos quais o setor agropecuário teria ficado de fora, Stephanes citou discussões recentes como a dos direitos humanos, que segundo ele discrimina o agronegócio, e as questões ambientais (COP15), que só recebeu sugestões e projetos do Ministério da Agricultura depois que o assunto já estava na mídia.

O ex-ministro Furlan abordou a questão do desenvolvimento sustentável. Para ele, é fundamental que a produção esteja diretamente ligada a sustentabilidade, e que essa condição esteja refletida na imagem do Brasil no exterior. Furlan disse que, hoje, o país está numa posição a frente de países europeus e norte-americanos, na chamada economia verde, tendo 20% da água potável do mundo, milhares de hectares de florestas, além das fontes de energias renováveis, que representam 50% do consumo nacional. Além disso, enfatizou a tendência da valorização da água e do ar puro, através de mecanismos como créditos de carbono, retenção de gás metano, entre outros. Para finalizar, Furlan disse que "o sonho é que o Brasil não seja só um país emergente, que caminha para ser um país desenvolvido, mas que a nossa imagem siga também com o compromisso que foi assumido na reunião COP15, de que trabalharemos para reduzir o desmatamento", afirmou Furlan.

O crescimento populacional e o aumento da demanda de alimentos no mundo marcaram a fala do ex-ministro Roberto Rodrigues. Ele citou dados da FAO, que apontam que os estoques mundiais de alimentos estão menores do que cinco anos atrás, que em 2050 a população do planeta aumentará em 50%, chegando a 9 bilhões de pessoas, e a demanda por alimentos deverá aumentar em 70%, número muito superior a oferta.

Rodrigues também apontou a necessidade de integração na hora de definir o orçamento para a agricultura, articulação política e estratégias para o desenvolvimento do setor. Ele destacou a importância de mecanismos de comunicação com a sociedade. "Precisamos explicar para o mundo urbano, o que é que nós somos, quem é o agricultor. O mundo urbano nos olha de longe, não nos conhece". Para isso, o ex-ministro anunciou que nos próximos meses inicia um programa de comunicação, através da mídia, de valorização da agropecuária, do agronegócio e do produtor rural.

Fonte: Beefpoint


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