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autor Luiz
28/02/2010 08:08:03 - Atualizado em 28/02/2010 08:33:49 cadastre sua notícia/anúncio grátis

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Cisticercose bovina: problema de saúde pública

\"cisticercose
Cisticercose Bovina

A cisticercose bovina está crescendo de importância sendo o Cysticercus bovis, a forma larval ou imatura da Taenia saginata, vulgarmente conhecida como “solitária”, aquela que pode ter dois ou mais metros de comprimento.

Os ovos de T.saginata e de outras espécies de tênias são bastante resistentes e de longa duração. Sobrevivem aos rigores dos tratamentos convencionais aplicados aos esgotos e também a defecação direta feita pelo homem no meio ambiente, situações quase sempre inevitáveis nos acampamentos, nas pescarias, nas caçadas, funcionário terceirizados encarregados da colheita de semente de capim e nas proximidades de grandes agrupamentos humanos de áreas rurais.

As enchentes se encarregam de espalhar estes ovos especialmente pelas várzeas e baixadas. É desta maneira que o boi se contamina e o cisticerco se instala no seu organismo.

Uma vez no bovino, o cisticerco se desenvolve instalando-se nos músculos estriados, de preferência nos músculos masseter, lingual, cardíaco, bem como no diafragma, esôfago, etc.

As pessoas se contaminam ingerindo alimento contendo ovos ou a própria carne de boi contaminada, não inspecionadas ou oriundas de abatedouros clandestinos, carne crua ou mal cozida, água contaminada pelos ovos da Taenia assim como verduras mal lavadas com cisticerco vivo.

No homem a doença pode causar traumatismos à mucosa intestinal, provocando cólicas abdominais, perturbações digestivas, reações tóxico-alérgicas, hemorragias do ponto de fixação, cegueira, nódulos cerebrais gerando distúrbios neurológicos e abrindo portas para bactérias oportunistas que vivem no trato intestinal.

A melhor forma de se precaver contra a cisticercose é: vermifugar os animais da propriedade, tratar as pessoas infectadas, disponibilizar sanitários para os funcionários, providenciar fossas e rede de esgoto adequado, os animais abatidos nos bons matadouros e frigoríficos sofrem rigorosa inspeção sanitária, conferindo o máximo de garantia à qualidade da carne que será consumida pela população.

Quando os técnicos da inspeção deparam com animais contaminados com cisticercos, tomam todas as providências necessárias, as quais podem variar a retirada meticulosa e individual de cada cisto vivo ou morto quando isto ocorre em pequenas quantidades, indo até a rejeição de toda a carcaça destinando-a para a “graxaria” nos casos generalizados,neste último caso o prejuízo econômico é praticamente total.

Trabalhos com o Albendazole em níveis bem maiores do que as dosagens terapêuticas usuais, encontraram a solução para o grave problema da cisticercose bovina.

A recomendação é a de que os bovinos a serem abatidos e provenientes de locais e rebanhos com histórico de cisticercose, recebam o tratamento com Albendazole na dosagem de 50 mg/kg/peso corporal, dois meses antes do abate, felizmente já existem no mercado várias marcas comerciais de produtos à base de albendazole.

Para a pecuária brasileira como um todo, a cisticercose causa prejuízos consideráveis que vão desde perdas econômicas ao envolvimento humano relacionado na questão, pois lançam de alguma forma suspeitas quanto à qualidade da carne produzida pelo produtor rural.

 

Fonte: Associação Sul-Matogrossense dos Produtores de Novilho Precoce

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