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autor Douglas Carreson
07/06/2019 10:29:39 - Atualizado em 07/06/2019 10:29:39 cadastre sua notícia/anúncio grátis

Notícias Economia

Referências para o boi gordo recuam no mercado

Com pressão das indústrias, referências para o boi gordo recuam no mercado.

Aos poucos, as indústrias vão retomando as compras de animais, mas ofertam preços bem abaixo dos praticados há uma semana.

Milho

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que as negociações entre EUA e México não avançaram de modo suficiente, o que pode levar a imposição de tarifas de 5% sobre os produtos mexicanos na próxima segunda-feira (10/jun).

Novas negociações devem acontecer nesta quinta-feira (07), com os dois países buscando novas medidas para conter o aumento da imigração.

O fato é que o México é um grande consumidor de commodities agrícolas norte-americanas, e esse novo conflito dificulta ainda mais o escoamento da safra dos EUA.

E assim, as cotações futuras em Chicago acumulam queda de 3,6% desde o início deste mês, devolvendo parte dos ganhos de 18% ao longo de maio.

As quedas em Chicago também contagiam os futuros na B3, com as quedas colocando preços menores para setembro/19 ante a projeção para julho deste ano.

O julho/19 (com parcial em R$ 36,45/sc), não exibia um valor maior do que o seu vencimento seguinte desde março/19. O vencimento para set/19 tem parcial em R$ 36,18/sc.

A movimentação de hoje (06/jun), começa a desenhar um cenário mais positivo para o setor consumidor de milho, e possivelmente, voltando o olhar para a chegada da 2º safra do cereal.

Soja

Além dos recentes episódios envolvendo os EUA e o México, a soja recua hoje, olhando para o clima norte-americano.

As tendências de clima nas regiões produtoras dos EUA ainda não estão totalmente definidas, mas se a precipitações e as temperaturas voltarem para a normalidade, o plantio pode avançar e diminuir a especulação em torno das condições norte-americanas.

Por isso, já se observa um movimento de realização de lucros, com o contrato de agosto/19 caindo 1% hoje (06/jun) e fechando um gap que tinha sido aberto ao final de maio.

As variações negativas em Chicago, combinadas com desvalorização para o dólar ante o real, também mexeram com as cotações domésticas.

No mercado físico em Dourados/MS, as indicações ficam ao redor de R$ 70,00/sc (FOB), abaixo das referências próximas a R$ 74,00/sc que chegaram a ser negociados na última semana.

O indicador da Esalq também variou -0,60% na comparação diária, a parcial em R$ 75,78/sc fica 1,58% menor na comparação semanal.

Em Paranaguá, as negociações para entrega ainda neste mês, giram ao redor de R$ 81,50/sc, também abaixo das indicações em torno de R$ 83,50/sc das últimas semanas.

Boi gordo

Aos poucos, as indústrias vão retomando as compras de animais, mas ofertam preços bem abaixo dos praticados há uma semana.

Sem originar animais nos últimos dias, as escalas de abate recuaram e, se as indústrias não conseguirem adquirir volume relevante de matéria-prima até o final desta semana, as indicações podem reajustar positivamente.

Em Campo Grande/MS, por exemplo, as indicações de balcão recuaram de R$ 144,00 para R$ 140,00/@ no comparativo semanal. No estado de São Paulo, as negociações, que estavam acima de R$ 154,00/@ há uma semana, agora estão abaixo de R$ 151,00/@.

Frigoríficos devem aproveitar o momento do mercado, com oferta de animais crescente, e pressionar os preços da arroba no curto prazo. Na outra ponta, pecuaristas devem entregar o mínimo de animais possível, esperando preços melhores.

Ontem (05/jun), o indicador Esalq/B3 ficou em R$ 145,50/@, queda 2,97% no comparativo diário.

No mercado futuro da B3, os contratos avançaram. O vencimento junho/19 subiu 0,44% e fechou em R$ 149,00/@. Já o contrato para outubro/19 avançou 0,83% e fechou em R$ 158,55/@.

Fonte: Agrifatto.


TAGS boi gordo , referências , pressão , industrias , queda


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