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autor Douglas Carreson
23/08/2018 14:13:36 - Atualizado em 23/08/2018 14:16:26 cadastre sua notícia/anúncio grátis

Notícias Economia

Trigo: Única cultura em que o Br não é autossuficiente

“O Brasil, como player e grande produtor de alimentos do mundo, tem na cultura do trigo a única em que o País não consegue se sustentar, isto é, não é autossuficiente, demandando recursos absurdos em importações”, afirma o presidente da Comissão do Trigo da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Hamilton Jardim. Ao analisar o panorama atual da triticultura brasileira, Jardim acentua que, se fosse injetado no setor produtivo muito menos do que se gasta na hora de importar, poderia se fomentar a economia dos municípios que têm na cultura do trigo um forte aliado econômico, gerando emprego, renda e desenvolvimento regional.

Para ele, é importante ressaltar que, devido à ausência de políticas públicas para a triticultura, além da frustração da safra no ano passado, “o Brasil teve que gastar algo em torno de 2,7 bilhões de dólares com a importação de mais de 6,5 milhões de toneladas de trigo, basicamente dos Estados Unidos e Canadá, além de alguma quantidade da Argentina e do Uruguai e nada do Paraguai que, a exemplo do Paraná, também perdeu com a geada. O Estado brasileiro sofreu uma queda de mais da metade de sua safra e isso fez com que o Brasil produzisse apenas 5,5 milhões de toneladas, ou seja, quase a metade do que se consome”.

O cenário, atualmente, explica, é de definição de novos rumos. “O potencial brasileiro para a cultura é muito grande nas terras frias do Sul, basicamente no Paraná e Rio Grande do Sul, que respondem por 92% da produção nacional, mas não colhem o suficiente para atender à demanda nacional que está muito próxima de 12 milhões de toneladas. Para alcançarmos essa cifra, são necessárias vontades e políticas públicas.”

CUSTO DE PRODUÇÃO

Segundo Jardim, se tudo correr “maravilhosamente bem”, este ano a safra brasileira deverá ficar em torno de 7 a 7,5 milhões de toneladas e poderia ser melhor “se tivéssemos, enquanto cadeia, perseguido uma discussão receptiva com o governo federal, um seguro agrícola que, efetivamente, nos desse respaldo, dadas as diversidades climáticas, e pudéssemos contar com outros mecanismos de apoio da política de garantia de preços mínimos condizentes com o custo de produção”.

Ele destaca o apoio da política de garantia de preços mínimos e exemplifica com o Prêmio de Equalização de Preços Pagos ao Produtor, lançado no último dia 7 de outubro pelo governo, ou com Aquisições do Governo Federal para dar sustentação de preços. “Se houvesse vontade do governo teríamos condições, somente nas terras frias, basicamente Paraná e Rio Grande do Sul, de produzir no mínimo 80% do consumo nacional.”

Hamilton Jardim faz questão de frisar que ao alto custo de produção da lavoura de trigo no Brasil é o mais alto do Mercosul. “Hoje, para se fazer uma lavoura altamente tecnificada, para produzir o trigo que a indústria de panificação persegue e busca, é necessário investir em torno de R$ 1.700 a R$ 1.800 para formarmos um hectare de lavoura”, esclarece o diretor da Farsul, acentuando que “em 30 hectares plantados com o trigo é gerado um emprego direto e dois indiretos. Isso o governo, às vezes, não leva em consideração nos momentos de definição de políticas”.

Veja aqui as cotações completas do agro

Fonte: Equipe SNA/SP.


TAGS cultura , trigo , Brasil , auto , sustentar se


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