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autor Otavio Culler
22/06/2018 22:33:00 - Atualizado em 22/06/2018 22:33:00 cadastre sua notícia/anúncio grátis

Notícias Economia

Venda direta de etanol não vai reduzir preços

Venda de etanol direto nos postos não vai reduzir preços na bomba.

Venda direta de etanol nos postos não vai reduzir preços na bomba, diz Plural.

Câmara dos Deputados rejeitou na noite desta quarta-feiraa urgência do projeto de decreto legislativo que permite a venda direta.

O presidente executivo da Plural (antigo Sindicom), Leonardo Gadotti, reiterou a posição da entidade de que a aprovação do projeto de decreto legislativo que permite a venda direta de etanol pelos produtores aos postos de combustíveis não vai gerar preços menores na bomba.

"É uma falácia essa visão de que o produto chegará mais barato. Os estudos não mostram isso", diz Gadotti. "Haveria perda de controle de qualidade e de controle de processo."

O plenário da Câmara dos Deputados rejeitou na noite da quarta-feira, 20, a urgência do projeto de decreto legislativo que permite a venda direta de etanol pelos produtores aos postos de combustíveis. Eram necessários 257 votos favoráveis para a urgência, mas só houve 213 apoios. Outros 98 deputados votaram não e três se abstiveram.

De qualquer maneira, os 213 votos a favor da urgência indicam 213 votos a favor do projeto, de forma que, segundo Gadotti, há risco de o projeto ser de fato aprovado. No Senado, ele foi aprovado por 47 votos a favor e apenas 2 contra.

"É preocupante um projeto dessa natureza que mexe no setor todo. É uma medida eleitoreira, eu não tenho dúvida", diz.

"Por que uma medida de urgência em um projeto tão importante, em um processo no qual não se escuta ninguém?""Por que a pressa? Essa é a grande questão? Político tem de discutir educação, que está com um nível horroroso, saúde, previdência social", afirmou Gadotti.

Em Brasília, a Plural tem trabalhado no sentido de esclarecer que a aprovação poderá criar um "buraco tributário". "Por que o congresso fecha os olhos em um momento tão difícil para a arrecadação?", questiona.

A entidade solicita que a discussão envolva um controle no recolhimento de impostos. "É necessário fazer pagar imposto, para que não seja criada uma competição desleal", diz.

Segundo a Plural, a sonegação relativa ao etanol hidratado é estimada em R$ 3 bilhões por ano. "Os maiores perdedores são os Estados."

Gadotti também acredita que o papel da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) foi esquecido, na discussão. "A agência tem a obrigação de regular, e não o Congresso."

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Fonte: Estadão Conteúdo.


TAGS Venda , etanol , postos , redução , preços


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