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autor Douglas Carreson
09/02/2018 10:22:17 - Atualizado em 09/02/2018 10:42:36 cadastre sua notícia/anúncio grátis

Notícias Ecologia Agro Sustentável

Cheia no Pantanal pode atingir nível recorde

Cheia no Pantanal pode atingir nível recorde a partir de junho.

Regime de chuvas este ano está maior que em anos anteriores.

Iniciada de forma intensa em janeiro, com a rápida subida das águas do Rio Paraguai na região de Cáceres (MT) e de afluentes, como o Cuiabá e São Lourenço, as inundações no baixo Pantanal, em Mato Grosso do Sul, ganham força com as chuvas, que estão acima da média histórica este ano e provocam cheia antecipada. A previsão é de que haja uma cheia recorde (ou supercheia), com pico entre 25 de junho e 4 de julho.

Para o especialista em Ecologia José Sabino, a ocorrência de área inundada maior no baixo Pantanal, este ano, deve-se, em parte, à mudança no regime pluviométrico.

“As chuvas têm caído de forma mais intensa, em períodos menores. Antes, uma chuva que era de 100 milímetros caía separada, em cerca de cinco dias, em média 20 milímetros por dia”.

No entanto, em 2018, a situação está diferente. “Agora, às vezes, acaba desabando de uma vez. E como chove muito, num período muito curto, não há tempo para escoamento da água”, explica.

Segundo o pesquisador, umas das principais preocupações com relação às cheias antecipadas e intensas é a degradação ambiental, que agrava o assoreamento dos rios.

“Você imagina uma barranca de rio que tenha vegetação, essa vegetação suporta uma chuva mais fraca, mas, se vem uma muito forte, ela é derrubada. Isso pode gerar um processo de erosão de terra, que vai assorear e gerar um impacto gigantesco na fauna”, revela.

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Fonte: Correio do Estado.


TAGS cheia , Pantanal , nível , recorde , Clima


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