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autor Cristina Crispa
27/08/2018 10:45:37 - Atualizado em 27/08/2018 10:45:37 cadastre sua notícia/anúncio grátis

Notícias Ciência e Tecnologia

Estudos avaliam milho para aumentar produção de etanol

Estudos avaliam a genética do milho para aumentar a produção de etanol.

Os preços do petróleo e a crescente preocupação com o aquecimento global estão impulsionando novas iniciativas relacionadas ao desenvolvimento de energia renovável a partir do cultivo de cereais e oleaginosas.

Assim, com a ajuda do melhoramento de plantas, especialistas da Unidade Integrada do INTA Baltace-Buenos Aires – em conjunto com especialistas da Universidade de Buenos Aires e do Nacional do Noroeste província de Buenos Aires – investigam as características do grão e dos componentes biomassa de milho que afetam a produção teórica de bioetanol.

Guillermo Eyherabide – coordenador do programa nacional Cereais e Oleaginosas do INTA Pergamino – destacou o potencial da Argentina na produção de bioetanol a partir do milho: “É uma realidade que consome mais de um milhão de toneladas por ano, agrega valor, gera novos empregos e diminui a necessidade de importações de combustíveis líquidos para veículos e máquinas.“

A respeito desse assunto, o especialista observou que a indústria de biocombustível líquido utiliza grãos de milho obtidos de cultivares híbridos como matéria-prima que foram selecionados por sua alta produtividade de grãos por hectare e tolerância a fatores de estresse, tanto bióticos quanto abióticos. “Mas, até agora, não foram selecionadas variedades especificamente com uso para produção de energia”, comentou Eyherabide.

Embora o rendimento de grãos por hectare seja o principal critério a ser levado em consideração na escolha de uma cultivar de milho, está comprovado que as características composicionais do grão podem modificar a quantidade de etanol que pode ser obtida por quilograma de grãos.

“Há variabilidade genética nessa característica e também em relação aos componentes dos outros órgãos da planta que, também, poderiam se transformar em etanol”, especificou o técnico de Pergamino.

Ao mesmo tempo, assegurou que “toda essa variabilidade genética poderia ser usada para produzir híbridos especialmente desenvolvidos para o mercado de biocombustíveis líquidos”.

Em referência ao potencial da cultura para a produção de bioetanol, o técnico insistiu na importância de “ampliar o grau de conhecimento sobre quais seriam os caracteres mais relevantes, sua matriz de correlações genéticas, a previsibilidade da produção de etanol de híbridos em base às características de suas linhas progenitoras.“

Segundo o pesquisador, essa informação permitiria definir um ideótipo de milho destinado à produção de etanol mais ajustado às condições locais, contribuindo para a tomada de melhores decisões nos programas de melhoramento da indústria de sementes.

“Esses avanços permitiriam o desenvolvimento de uma nova geração de cultivares especialmente desenvolvida para o mercado de biocombustíveis líquidos, sem prejuízo de suas boas características de alta produção de grãos por hectare”, argumentou Eyherabide.

Milho: Todo conhecimento em um só lugar

Com o lema “Competitividade com o desenvolvimento”, o Congresso Maizar foi realizado no dia 22 de maio no Centro Dourado do Parque Norte, na Cidade Autônoma de Buenos Aires. Organizado em quatro salas (milho, sorgo, competitividade e desenvolvimento), o encontro contou com numerosos e reconhecidos especialistas locais e estrangeiros que debateram sobre diversos assuntos.

Entre os temas que mais se destacaram estão a contribuição do milho e do sorgo para o desenvolvimento, as oportunidades da bioeconomia, boas práticas, novos mercados, qualidade industrial, a contribuição do setor público, cooperação global, risco agrícola, responsabilidade social e sustentabilidade, entre outros.

O INTA esteve presente na pessoa de seu presidente, Juan Balbín, que falou sobre a qualidade industrial do milho e sorgo, Guillermo Eyherabide – coordenador do programa nacional Cereais e Oleaginosas, Alfredo Cirilo – Coordenador Nacional da Rede de Ecofisiologia Vegetal – e Mariana Alegre – coordenadora do Módulo no programa agregado nacional de valor e agroindústria. Também, Fernando Scaramuzza – coordenador do projeto Agricultura de Precisão – falou sobre como alcançar maior produtividade com mais rentabilidade.

Fonte: Adaptado de Inta Argentina.

Tradução: Equipe Mais Soja.

Texto originalmente publicado em:

INTA Argentina.

Autor: Inta.


TAGS estudos , genetica , milho , Produção , etanol


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