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autor Equipe Agron
08/08/2018 10:30:00 - Atualizado em 08/08/2018 17:28:45 cadastre sua notícia/anúncio grátis

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Preço da carne artificial ainda é alto

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Para fazer clean meat, por exemplo, a Memphis Meats gastou US$ 9 mil (cerca de R$ 28 mil). A mesma quantidade de frango, para efeito de comparação, custa apenas US$3,22 (cerca de R$10) nos EUA.

E o preço, apesar de parecer caro, já é um avanço. Isso porque o primeiro hambúrguer artificial, feito em 2003 pelo pesquisador Mark Post, da Universidade de Maastricht, em Amsterdã, na Holanda, custou US$ 300 mil (cerca de R$ 939 mil).

"Entretanto, espalhando os custos em bilhões de hambúrgueres, bem com incorporando técnicas de produção em massa, é possível reduzir o custo", explica Shaked Regev, fundador e diretor executivo da The Modern Agriculture Foundation – organização sem fins lucrativos que faz estudos sobre alternativas para a indústria global de comida.

Mercado restrito

Um dos cientistas que estão trabalhando na carne de laboratório é o pesquisador Gabor Forgacs, da Universidade do Missouri (EUA), especialista em engenharia de tecidos. Gabor trabalha com desenvolvimento de tecidos e órgãos para transplante a partir do cultivo de células e viu que poderia usar técnicas similares para criar carne para consumo humano. Em 2011, ele foi o primeiro cientista dos Estados Unidos a produzir e consumir publicamente uma amostra de carne artificial, durante a conferência anual TEDMED (Tecnologia, Entretenimento e Design para Medicina).

A princípio, a carne de laboratório terá um preço final elevado (entre R$ 250 e R$ 800 o quilo, em valores atuais), o que fará dela um produto “de nicho”. “Este não será um produto para o grande público no início, será para pessoas ecologicamente conscientes e também para aquelas que não comem carne por razões éticas”, aponta Forgacs.

Forgacs diz que é muito difícil criar um tecido similar a carne de verdade, tanto em aparência como em textura e sabor. “Uma ideia é criar algo como um ingrediente para produtos baseados em proteína animal – por exemplo, podemos criar algo que tenha a consistência de carne moída e que possa ser usado para fazer patês, almôndegas”, sugere. “Pegue a analogia da farinha. Você não come farinha, não é muito saborosa, mas você come um ‘zilhão’ de produtos que contêm farinha e são muito saborosos”.

Uma necessária alternativa

Apesar de tudo (e prevendo que o novo produto será seguro à saúde), ainda é cedo para dizer se a carne artificial irá ganhar espaço no mercado. “Se chegar a se tornar um produto comercializável, ainda será pequeno. Levará tempo para ser aceito”, prevê o sociólogo Neil Stephens, da Universidade de Cardiff (Reino Unido). Ele já entrevistou diversos pesquisadores que estão trabalhando com o desenvolvimento de carne artificial e conta que muitos ainda veem essa pesquisa como algo marginal. Stephens ressalta, ainda, que é difícil debater enquanto não houver um produto que as pessoas possam ver e provar.

Fonte: Diversas fontes: Adaptado por equipe Agron (hypescience, Por Bruno Calzavara e Guilherme de Souza; Ecycle, por Bruna Buzzo; e, UOL, por Lucas Gabriel Marins)

 


TAGS Carne , futuro , artificial , vegetariano , biologia


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