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autor Douglas Carreson
28/10/2020 17:37:15 - Atualizado em 28/10/2020 17:37:15 cadastre sua notícia/anúncio grátis

Informações Cotações e Análises

Cotação boi, suínos, frango, farelo de soja e milho

Análises CEPEA (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP.

BOI/CEPEA: Boi chega à casa dos R$ 270 e atinge novo recorde diário

No encerramento de outubro, o Indicador do boi gordo CEPEA/B3 chegou à casa dos R$ 270/@, atingindo, portanto, novo recorde real diário na série histórica do Cepea, iniciada em 1994 (os valores diários foram deflacionados pelo IGP-DI de setembro/2020). No dia 27 de outubro, o Indicador fechou a R$ 274,70, superando o recorde real anterior, de R$ 269,87, que havia sido registrado em 29 de novembro de 2019 (naquela data, o valor nominal do boi foi de R$ 231,35). Na parcial de outubro (até o dia 27), o Indicador subiu 7%. Segundo pesquisadores do Cepea, o impulso às cotações veio da baixa oferta de animais para abate e da demanda aquecida, especialmente para exportação. A China continua sendo o principal destino da carne nacional, mas outros países, como o Egito, vêm habilitando novas plantas no Brasil. Os preços recordes da arroba do boi trazem certo alívio para pecuaristas, tendo em vista que esses agentes se deparam com custos de produção bastante elevados, especialmente os relacionados à alimentação e à sanidade. No caso dos produtores que trabalham apenas com terminação, além do encarecimento da alimentação, o que tem pesado muito sobre os custos tem sido os animais de reposição. Isso porque tanto os preços do bezerro quanto os do boi magro também são recordes reais nas respectivas séries do Cepea.

SUÍNOS/CEPEA: Com procura firme e baixa oferta, preço do vivo sobe pelo 5º mês seguido

Cepea, 22/10/2020 – Em outubro, as cotações do suíno vivo subiram pelo quinto mês consecutivo em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea. A oferta de animais em peso ideal para abate permaneceu baixa, enquanto a demanda da indústria por novos lotes de suínos continuou aquecida. Inclusive, os valores do animal renovaram os recordes reais e nominais em muitas praças. Com as elevações nos preços do vivo, as cotações da carcaça também foram reajustadas. No entanto, colaboradores do Cepea apontam dificuldades em seguir repassando as altas do vivo para as carcaças e os cortes, uma vez que os preços elevados começam a gerar resistência por parte dos consumidores, limitando a liquidez. Quanto aos custos de produção, os preços internos do milho e do farelo de soja renovaram as máximas real e nominal, respectivamente, em outubro, com valorizações mais expressivas do que as verificadas para o suíno vivo, o que acabou interrompendo o movimento de avanço no poder de compra de suinocultores frente a esses insumos, que vinha sendo observado desde maio.

FRANGO/CEPEA: Competitividade da carne de frango frente às concorrentes é a maior da série

Cepea, 23/10/2020 – Os preços da carne de frango e das duas principais concorrentes, bovina e suína, continuaram em alta no mercado doméstico em outubro. No entanto, a proteína avícola seguiu mais competitiva, já que os valores dessa carne se distanciaram ainda mais dos das concorrentes. Levantamento do Cepea mostra, inclusive, que a diferença entre os preços da carne de frango e os das concorrentes em outubro foi a maior da série, iniciada em 2004, em termos reais (as médias mensais foram deflacionadas pelo IPCA de setembro/20). Segundo colaboradores do Cepea, a alta competitividade vem favorecendo a demanda doméstica por carne de frango, o que, por sua vez, tem impulsionado consecutivamente as cotações na avicultura de corte.

FARELO DE SOJA/CEPEA: Com baixa oferta, preços renovam máxima nominal em 19 regiões em outubro

Indústrias nacionais têm disputado o remanescente da soja em grão da safra 2019/20, aceitando, inclusive, pagar valores acima da paridade de exportação por novos lotes da oleaginosa, o que é incomum. Isso porque, além da baixa disponibilidade da matéria-prima no mercado interno, essas processadoras sinalizam não ter estoques longos. Diante disso, no decorrer de outubro, grandes indústrias do Centro-Oeste e do Sudeste do Brasil relataram não ter mais lotes de farelo de soja para comercializar, enquanto outras limitaram a oferta do produto a granel, priorizando os lotes ensacados. Do lado consumidor, agentes se preocupam com o fato de só haver lotes disponíveis para o curto prazo. Outra parcela de compradores, que se mostra abastecida até janeiro de 2021, já se preocupa com o abastecimento no próximo ano, especialmente considerando-se que a colheita da safra 2020/21 pode atrasar, tendo em vista o atual semeio tardio. Segundo o USDA, os estoques brasileiros de farelo de soja encerraram a temporada 2019/20 (em setembro) nos menores patamares desde 2009/10. Nesse contexto, os preços de farelo de soja renovaram, em outubro, o recorde nominal em 19 regiões brasileiras pesquisadas pelo Cepea. Na média das praças acompanhadas, as cotações do derivado subiram 17,7% entre setembro e a parcial de outubro (até o dia 27) e 91,4% em um ano.

MILHO/CEPEA: Indicador atinge novo recorde real na série do Cepea

O Indicador do milho ESALQ/BM&FBovespa (Campinas, SP) subiu durante todo o mês de outubro, atingindo, no dia 27, R$ 81,48/saca de 60 kg, novo recorde real da série histórica do Cepea, iniciada em agosto de 2004 (os valores diários foram deflacionados pelo IGP-DI de setembro/2020). No acumulado de 2020, esse Indicador acumula alta de 67,7%, em termos nominais, e na parcial de outubro (até o dia 27), a média fechou a R$ 71,11/sc, 45,6% superior à do mesmo período do ano passado, em termos reais. Segundo pesquisadores do Cepea, o impulso tem vindo principalmente da elevação dos valores nos portos, devido à maior paridade de exportação por conta das valorizações internacionais e do dólar. Além disso, as aquecidas demandas doméstica e externa também influenciaram os preços no Brasil em outubro. Atentos à baixa disponibilidade do cereal e aos possíveis impactos do clima sobre a próxima safra, vendedores limitaram os valores ofertados, sustentando o movimento de alta.

Textos elaborados pela Equipe Cepea.


TAGS Análises , Cepea , esalq/usp , cotações , portal agron


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