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autor Otavio Culler
11/11/2019 08:12:31 - Atualizado em 11/11/2019 08:12:31 cadastre sua notícia/anúncio grátis

Informações Cotações e Análises

Cepea: Boi, suínos, frango, soja e milho

Análises CEPEA (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP.

BOI/CEPEA: Médias nominais da arroba do boi e da carne são as maiores das séries

Enquanto a oferta de boi gordo para abate segue baixa no mercado doméstico, as exportações brasileiras de carne bovina in natura continuam em ritmo intenso. Esse cenário, somado às compras do varejo para formação de estoques de final de ano, tem reduzido a disponibilidade interna da proteína e elevado a demanda por novos lotes de animais, o que manteve firmes os preços da arroba do boi gordo e da carcaça negociada no mercado atacadista em outubro. Na parcial do mês (até o dia 28), o preço médio da arroba do boi gordo (Indicador ESALQ/B3, à vista, mercado paulista) foi de R$ 162,49, o maior nominal da série histórica do Cepea, iniciada em 1994. Já em termos reais, a média de outubro é a maior desde janeiro/18 (R$ 162,85) e está bem abaixo do recorde verificado em abril/15, de R$ 189,89 (IGP-DI de set/19). Quanto à carne negociada no mercado atacadista da Grande São Paulo, a média de outubro da carcaça casada do boi foi de R$ 11,19/kg, também a maior, em termos nominais, da série do Cepea (iniciada em 2001 para esse produto). Já em termos reais, a média do mês é a mais elevada desde janeiro/18 (R$ 11,28/kg) e está bem abaixo do recorde, de R$ 12,15/kg, também observado em abril de 2015. Quanto às exportações de carne bovina in natura, nos primeiros 14 dias úteis de outubro, os embarques somavam 108,36 mil toneladas – com média diária de 7,74 mil toneladas –, bem acima das 5,9 mil toneladas exportadas em setembro, de acordo com dados da Secex.

SUÍNOS/CEPEA: Exportação firme e baixa oferta de animais em peso ideal elevam preços

As compras de suíno vivo seguiram aquecidas em outubro, principalmente devido ao forte ritmo das exportações da carne, o que impulsionou as cotações do animal por mais um mês nas principais regiões produtoras do Brasil – os contínuos surtos de Peste Suína Africana (PSA) na Ásia seguem reduzindo a oferta chinesa da proteína, elevando a procura internacional pela carne. Além disso, a dificuldade de frigoríficos em encontrar animais em peso ideal para abate também contribuiu para as valorizações durante o mês. Esse cenário elevou o poder de compra do suinocultor frente aos principais insumos utilizados na atividade (milho e farelo de soja) – apesar dos aumentos dos preços desses produtos, que foram menos intensos. No mercado de carnes, o cenário também foi de alta nas cotações. Na região de SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), o preço médio do suíno vivo na parcial de outubro (até o dia 28) foi de R$ 5,15/kg, valor 11,7% acima do registrado em setembro. No atacado da Grande São Paulo, as médias das carcaças comum e especial na parcial do mês foram de R$ 7,33/kg e de R$ 7,60/kg, valorização de 10% para ambas, na mesma comparação.

FRANGO/CEPEA: Maior demanda impulsiona cotações de cortes para churrascos

A demanda doméstica por cortes de frango utilizados principalmente em churrascos, como asa, drumet, tulipa e coração, aumentou em outubro, impulsionando as cotações desses produtos no acumulado parcial (30/9 a 28/10) e na média do mês (frente à de setembro). No atacado da Grande São Paulo, o preço médio da asa registrou a alta mais intensa de setembro para a parcial de outubro (até o dia 28), de 9,5%, fechando o período a R$ 7,62/kg. De acordo com colaboradores do Cepea, além do aumento da procura interna, a firme demanda de países asiáticos por esses tipos de cortes também tem contribuído para enxugar a oferta doméstica e, consequentemente, impulsionar as cotações. Para o frango inteiro congelado e o resfriado, os valores também subiram no período, mas de forma menos intensa. Na parcial de outubro, o preço médio do frango inteiro congelado na capital paulista foi de R$ 4,33/kg, e o do resfriado, de R$ 4,31/kg, respectivas altas de 0,9% e de 0,1% frente às médias de setembro. Para o animal vivo, os valores também se mantiveram firmes, sustentados pelo equilíbrio entre oferta e demanda.

FARELO DE SOJA/CEPEA: Com procura elevada e alta no preço do grão, valores registram alta

Os preços do farelo de soja subiram por mais um mês no mercado brasileiro em outubro. Segundo pesquisadores do Cepea, as valorizações estão atreladas à firme interna demanda por parte de avicultores e suinocultores e às altas nos preços da soja em grão – devido à falta de chuvas em importantes áreas produtoras na maior parte do mês, ao baixo volume remanescente da safra 2018/19 e às elevações nas cotações externas. Com estoques reduzidos da matéria-prima, representantes de indústrias precisaram comprar lotes em regiões mais distantes, o que elevou os custos com frete e, consequentemente, o preço final do derivado. Além disso, expectativas de uma possível maior negociação de farelo de soja entre Brasil e China levaram vendedores a limitar a oferta do produto, contribuindo para as altas nos preços. Assim, de setembro para a parcial de outubro (até o dia 28), o preço médio do farelo de soja subiu 1,4% na região de Campinas (SP), a R$ 1.238,58/tonelada – o maior patamar, em termos reais (IGP-DI de set/19), dos últimos quatro meses. Quando considerada a média das regiões acompanhadas pelo Cepea, houve alta de 1,5%, na mesma comparação.

MILHO/CEPEA: Indicador sobe mais de 10% em outubro e retoma patamar nominal de junho/18

As demandas nacional e externa por milho estiveram aquecidas em outubro, o que manteve os preços domésticos do cereal em alta. No acumulado parcial do mês (30/9 a 28/10), o Indicador ESALQ/BM&FBovespa avançou 10,4% na região de Campinas (SP), fechando a R$ 42,74/sc de 60 kg no dia 28, o maior patamar nominal desde junho de 2018. No geral, o movimento de alta foi observado em praticamente todas as regiões consultadas pelo Cepea, principalmente nas consumidoras, como os estados de São Paulo e Santa Catarina. O ritmo de negócios só não foi maior porque vendedores permaneceram retraídos durante o mês, na expectativa de valorizações ainda mais expressivas e atentos ao clima e seus possíveis impactos nas lavouras. Já ao mercado externo, as negociações estiveram mais intensas, inclusive devido às recentes valorizações internacionais, o que ajudou a impulsionar os preços internos – vale lembrar que, apesar disso, as cotações domésticas permaneceram mais atrativas.

Textos elaborados pela Equipe Cepea.


TAGS cotações , Análises , Cepea , Mercado , negociações


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