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autor Luiz
23/01/2010 22:33:50 - Atualizado em 23/01/2010 22:33:50 cadastre sua notícia/anúncio grátis

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Brf: cade aprova unificação no setor de carne in natura

O plenário do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprovou nesta quarta-feira os pedidos de Sadia e Perdigão, em processo de fusão, para realizarem aquisições conjuntas de insumos e serviços, bem como atuarem de forma unificada no segmento de carnes in natura (comercialização e produção).

No segundo caso, o Conselho fez a ressalva de que será vedada "a integração das estruturas administrativas e comerciais" bem como "a demissão injustificada de pessoal". O Conselho também exigiu a "separação integral" dos respectivos sistemas de informação das empresas, além da manutenção das marcas e dos investidores de cada companhia.

O conselheiro Carlos Ragazzo, disse que a mudança é mínima no acordo assinado com as duas empresas. "Os dois pedidos foram aceitos, porque as empresas têm uma participação muito baixa no mercado de carne bovina in natura e na aquisição desses insumos", afirmou Ragazzo. Segundo ele, essa liberação é muito fácil de ser reversível. "Não vai ter integração de estruturas. Elas só vão coordenar aquisição conjunta desses insumos", explicou o conselheiro.

Em setembro do ano passado, o Conselho já aprovou a coordenação conjunta das atividades das empresas no exterior, também no segmento de carnes in natura.

A Brasil Foods (ex-Perdigão) ainda aguarda a aprovação da incorporação da Sadia pelo Cade. Caso ocorra, a empresa resultante vai se tornar a maior exportadora global de aves, e a segunda maior exportadora mundial de carnes.

Ragazzo não soube informar quando o processo de fusão irá a julgamento. Disse apenas que o Cade aguarda a instrução do processo pela Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) do Ministério da Fazenda e pela Secretaria de Direito Econômico (SDE), do Ministério da Justiça.

De acordo com relatório da Link Investimentos anterior à decisão, a autorização para a compra conjunta de insumos captura sinergias importantes, permitindo economia entre 3% e 5%, o que se refletira em melhores margens.

O presidente da Brasil Foods, José Antonio do Prado Fay, disse que "a princípio" a empresa não pretende pedir novas "flexibilizações" ao Cade. "Agora vamos buscar a aprovação [da operação]", observou. Ele afirmou ser difícil prever quando o Cade dará sua decisão final sobre o negócio, mas sua expectativa é de que o resultado saia ainda no primeiro semestre deste ano. "Nosso interesse é ter o mais rápido possível a aprovação para que as empresas possam operar juntas", acrescentou.

Folha Online, Estado Online, Brasil Econômico e Valor Econômico


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