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autor Selmos
20/11/2009 21:15:06 - Atualizado em 20/11/2009 21:28:31 cadastre sua notícia/anúncio grátis

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Mercado tem semana mais firme

Mercado tem semana mais firme, mas indicador fecha a semana com leve recuo.

 

Nesta semana o mercado do boi se mostrou menos ofertado do que no final de outubro e início de novembro e a pressão sobre os preços parece ter diminuído, mesmo assim os frigoríficos conseguiram manter as escalas confortáveis e a arroba apresentou leve desvalorização.

O indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista foi cotado a R$ 74,52/@, nesta quarta-feira, com variação negativa de 0,25% na semana. O indicador a prazo acumulou queda de 0,08% no mesmo período, sendo cotado a R$ 76,00/@.

Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&F, relação de troca, câmbio



Dólar

Na quarta-feira, o dólar fechou a R$ 1,7095, um recuo de 0,05% na semana. O preço da arroba do boi gordo em dólares ficou em US$ 43,5. Apesar do registro de uma leve retração na semana, este valor ainda está 12,08% acima do apurado no mesmo período do ano passado, em 18 de novembro de 2008 o boi gordo era negociado a US$ 38,89/@.

Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista em R$ e em US$



Uma matéria publicada no Valor Econômico, essa semana, chamava a atenção para a perda de competitividade da carne brasileira no mercado internacional. Durante a reunião de apresentação dos resultados do 3º trimestre da JBS S.A esse ponto também foi levantado, os diretores da empresa apontaram que a variação cambial prejudicou a operação brasileira da empresa, por outro a operação norte-americana acabou sendo favorecida com a carne produzida nos EUA ganhando competitividade.

Apesar da cadeia produtiva da carne bovina brasileira apresentar uma enorme vantagem competitiva devido as condições mais favoráveis de produção no país - custos menores de produção e disponibilidade de terras, por exemplo -, esse cenário sozinho já não garante um bom desempenho lá fora. A recente alta do real em relação ao dólar, mostra que o comportamento da moeda americana também é fundamental para a competitividade no segmento de carnes.

Ocorre que o real mais caro tem elevado os preços da matéria-prima em dólar em relação aos concorrentes, onde as moedas locais não estão tão valorizadas. Diante disso e de uma demanda que ainda não se recuperou totalmente no mercado internacional por causa da crise, as exportações de carnes do país recuaram 24,1% de janeiro a outubro, para US$ 9,689 bilhões, na comparação com o mesmo período de 2008, segundo o Ministério da Agricultura. "Boa parte disso é por causa da crise, mas a queda do dólar está atrasando a retomada", afirma Otávio Cançado, diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne Bovina (Abiec).

Mercado físico

O mercado físico se mostrou mais firme em relação à semana passada, mas apesar oferta de animais estar menor, os frigorífcos apresentam escalas confortáveis e se apoiam na fraqueza do mercado da carne para tentar novos recuos. Em São Paulo, os frigoríficos menores estão com escalas mais curtas e como era de se esperar aceitam pagar um pouco mais na aquisição do boi gordo. De maneira geral, agentes que atuam neste mercado estão pouco otimistas, apostando pouco em altas consistentes para os próximos dias.


Levantamentos do Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola (IMEA) e da Associação dos Criadores do Estado (Acrimat) apontam uma redução do abate de fêmeas neste ano, no período que vai de janeiro a setembro deste ano a queda foi 8,75% em relação ao mesmo período de 2008; e um aumento do plantel de bovinos, que deverá apresentar incremento em torno de 1% no ano.

As estatísticas mostram que o abate de matrizes este ano recuou de 1,264 milhão de animais para 1,153 milhão como resultado da recuperação dos preços da arroba do boi gordo. Em anos anteriores, o abate ficou acima da média nacional (25%) porque os pecuaristas foram obrigados a descartar matrizes para fazer capital de giro.

O volume de abate total também apresenta queda este ano, segundo informações do Imea. O recuo é de 3,51% (3,113 milhões de animais em 2009) em relação ao ano passado, quando foram abatidos, no período de janeiro a setembro, 3,225 milhões de animais.

Na avaliação do superintendente da Acrimat, Luciano Vaccari, o mercado deverá ficar "mais firme" a partir de agora. Segundo ele, a arroba do boi gordo está sendo comercializada no Estado ao preço médio de R$ 70. Os melhores preços estão sendo pagos na região Norte do Estado, onde não existe confinamento e a oferta é menor.

No Mato Grosso do Sul, após vários meses de redução nos abates de bovinos, em outubro os frigoríficos atingiram o maior volume desde janeiro de 2008, conforme dados da Superintendência Federal de Agricultura. Foram 286.758 animais abatidos, o que representa aumento de 11,8% em relação ao volume de abates de setembro. Se comparado com outubro do ano passado a reação é de 27%.

O presidente do Sindicato Rural de Campo Grande, José Lemos Monteiro, afirma que o aumento em outubro decorreu da liquidação dos animais criados em confinamento. Ele ressalta que neste ano os pecuaristas receberam R$ 74,00 pela arroba em plena entressafra ao passo em que na safra passada a negociação era na casa dos R$ 85,00. "Neste ano as chuvas vieram mais cedo e já começamos a ter boi de pasto, mas neste caso é diferente porque se o preço não estiver bom o produtor pode segurar", afirma.

Sendo assim, para este mês e o próximo a expectativa é de queda nos abates. O setor prevê que neste ano os abates não passem dos 2,8 milhões de animais ao passo em que no ano passado atingiram 3 milhões. Até outubro eram 2,5 milhões, segundo a SFA.

Mercado futuro

O mercado futuro também registrou baixa na semana. O primeiro vencimento, novembro/09, fechou a R$ 74,62/@, com desvalorização de R$ 0,93 na semana. Os contratos que vencem em dezembro/09 recuaram R$ 1,29, fechando a R$ 75,12/@.

Tabela 2. Fechamento do mercado futuro em 18/11/09



Gráfico 2. Indicador Esalq/BM&FBovespa e contratos futuros de boi gordo (valores à vista), em 11/11/09 e 18/11/09



Atacado

Segundo o Boletim Intercarnes, a instabilidade se mantem no tocante a preços do atacado. As cotações do dianteiro apresentam queda acentuada, tanto para indústria como na distribuição, com a procura permanecendo muito a quem das expectativas, reflexo das fracas vendas ocorridas no varejo.

No atacado paulista, o traseiro foi cotado a R$ 6,10, o dianteiro a R$ 3,40, e a ponta de agulha a R$ 3,30. O equivalente físico teve recuo de 6,02%, sendo calculado em R$ 70,25/@ na última quarta-feira. Com esta desvalorização no preço da carne, o spread (diferença) entre indicador de boi gordo e equivalente subiu para R$ 4,28/@, acima da média dos últimos 12 meses que é de R$ 3,99/@.

Tabela 2. Atacado da carne bovina



Gráfico 3. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico



Reposição

O preço do bezerro foi um dos poucos indicadores do mercado do boi que teve valorização durante a semana. Para o criador essa é uma boa notícia, apesar da variação não ter sido muito grande. Do lado de quem precisa fazer a reposição a notícia não é nada animadora, já que a relação de troca se tornou pior.

O indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista foi cotado a R$ 601,61/cabeça, com alta de 0,70%. A relação de troca recuou para 1:2,04.

Gráfico 4. Indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro MS à vista x relação de troca (boi gordo de 16,5@ por bezerros)





Fonte André Camargo, BeefPoint


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